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SP amplia Vale Gás, que paga 300 reais, para 2 milhões de pessoas

Investimento no programa será de R$ 128 milhões e atenderá famílias vulneráveis nos 645 municípios do estado, anuncia governo

Por Redação VEJA São Paulo 3 ago 2021, 12h25

O governador João Doria (PSDB) anunciou nesta terça-feira (3) a ampliação do programa Vale Gás. De acordo com o governo estadual, o benefício passa a ajudar 426,9 mil famílias, o que corresponde a mais de 2 milhões de pessoas. O investimento total na ação é de R$ 128 milhões.

“Isso é um fato inédito no estado de São Paulo. O Vale Gás agora vai atender dois milhões de pessoas que perderam o emprego, que não têm renda. É um programa social de grande importância na vida dessas famílias vulneráveis, que estão garantindo o alimento graças à solidariedade de muitas pessoas, mas que precisam do gás para cozinhar”, afirmou Doria.

O benefício de 300 reais, pago em 3 parcelas bimensais de 100 reais, é destinado à compra de botijões de gás de cozinha (GLP 13kg) para as famílias em situação de extrema pobreza e pobreza (renda mensal per capita de até R$ 178), e que estejam inscritas no CadÚnico (sem o Bolsa Família). No lançamento, o programa priorizava as famílias que residiam em comunidades e favelas, locais de pouca infraestrutura e de alto risco.

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Com a ampliação do programa, todas as famílias que atenderem aos critérios de elegibilidade terão acesso ao voucher para o saque direto nos caixas eletrônicos do Banco do Brasil ou 24 horas. A primeira parcela começou a ser paga no dia 20 de julho e já está disponível para os novos beneficiários. As próximas parcelas serão pagas em setembro e novembro, respectivamente.

Para saber se tem direito ao benefício, basta acessar o site oficial do programa Bolsa do Povo e fazer a consulta utilizando o número NIS da família.

Para o cálculo de beneficiários do Vale Gás, o governo levou em consideração a média de integrantes por família na faixa mais vulnerável da população. De acordo com o estudo “Fecundidade e Dinâmica da População Brasileira”, elaborado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), as mulheres que integram os 20% mais pobres da população têm uma taxa de fecundidade de 2,9 filhos.

“Esse programa é de tanta importância para o combate à fome, que garante aos 645 municípios paulistas a possibilidade de contemplar seus vulneráveis”, declarou a secretária de desenvolvimento social do estado de São Paulo, Célia Parnes.

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