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Sem água, moradores invadem escolas em Sorocaba

Cerca de 500 000 pessoas estão sem abastecimento na cidade; prefeito informou que as invasões não serão tratadas como casos policiais

Por Estadão Conteúdo - 2 Feb 2017, 16h22

Prédios de vinte escolas infantis e creches da rede pública foram invadidos na madrugada desta quinta-feira (2) em Sorocaba, no interior de São Paulo, por moradores em busca de água. Depois que um temporal destruiu uma adutora de 800 milímetros de diâmetro na noite de terça-feira (31), cerca de 500 000 pessoas estão sem abastecimento na cidade.

Com baldes e galões, os invasores arrombaram os portões para entrar nas unidades, que estavam fechadas. Desde a quarta-feira (1), Sorocaba está em estado de emergência em razão dos estragos causados pelo temporal.

O prefeito José Crespo (DEM) informou que as invasões não serão tratadas como casos policiais. Conforme sua assessoria, Crespo entende que a ação foi motivada pelo desespero de famílias que já ficaram sem água nas torneiras. Ele determinou que as mesmas unidades sejam abastecidas por caminhões-pipa e funcionem como pontos de abastecimento para os moradores. A prefeitura obteve a cessão de cinquenta veículos para atender as creches e escolas municipais.

No início da tarde, os caminhões começaram a abastecer as unidades, escoltados pela Guarda Civil Municipal. Havia filas em alguns pontos de distribuição. A adutora que rompeu com as chuvas, com capacidade para 1 400 litros por segundo, é a maior do sistema de captação e tem catorze quilômetros de extensão, trazendo para a cidade a água da Represa de Itupararanga.

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A prefeitura fez a contratação emergencial de uma empresa para acelerar os reparos, mas o abastecimento só deve ser normalizado na segunda-feira (6).

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