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Seis pessoas são presas durante confronto com PM na Avenida Paulista

Detidos são acusados de roubo, lesão corporal, desacato e ameaça

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 1 jun 2020, 15h46 - Publicado em 1 jun 2020, 15h38

Seis pessoas foram detidas pela Polícia Militar durante a manifestação contra o facismo e pró-democracia ocorrida no último domingo, 31, que acabou em confronto na Avenida Paulista.

O protesto, organizado por torcidas de futebol e movimentos sociais, entrou em conflito com um grupo de manifestantes pró-Bolsonaro, que realizava outro ato no local. Houve intervenção da PM com bombas de gás.

Além de um celular roubado, foram apreendidos três sprays de pimenta, uma faca e dois socos ingleses. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), apenas uma das pessoas detidas permaneceu presa por roubo. Os demais foram liberados, mas responderão por lesão corporal, desacato e ameaça.

A Polícia Militar instaurou inquérito, o IPM, para apurar a ação policial para dispersar os manifestantes. A Ouvidoria da Polícia ainda não tomou medidas pois aguarda documento da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para apurar se os soldados, que usaram bombas de gás de efeito moral, cometeram abuso de poder.

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A polícia acredita que o estopim para o confronto foi o uso por parte de apoiadores do governo da bandeira rubro-negra com tridente da Ucrânia, símbolo usado por grupos de extrema direita e simpatizantes do nazismo. Os integrantes das torcidas organizadas, que protestavam contra o fascismo, irritaram-se com tal simbologia.

A PM decidiu criar um cordão de isolamento para separar os dois grupos antagônicos e evitar ataques. Porém, os torcedores decidiram romper a proteção e arremessaram paus e pedras ao apoiadores de Jair Bolsonaro, de acordo com a polícia. Bombas foram usadas pela PM para impedir o avanço do grupo.

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