São Paulo negocia acordo para obras em pontes e viadutos

Problemas em pontes e viadutos não são novidade na capital paulista

Problemas em pontes e viadutos não são novidade na capital paulista. Prefeitura e Ministério Público Estadual (MPE) firmaram em 2007 um Termo de Compromisso e Ajustamento de Conduta (TAC) para implementar um programa de manutenção permanente dessas estruturas. O município se comprometia a realizar anualmente a reforma de pelo menos sete pontes ou viadutos, atingindo 50 obras até 2017, além de inspeções rotineiras.

Na madrugada desta quinta-feira, 15, um viaduto cedeu e causou a interdição do trânsito em um trecho da Marginal Pinheiros. A Prefeitura afirmou que não havia detectado riscos graves nas inspeções regulares feitas nesta estrutura.

O TAC não foi cumprido e, em 2014, a Promotoria multou a Prefeitura em R$ 34 milhões. Agora o município negocia com o MPE um novo acordo e propôs que o valor da multa seja convertido em obras de manutenção e recuperação de pontes e viadutos, segundo a gestão Bruno Covas (PSDB).

Em abril de 2017, o Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco) fez análise de 73 viadutos e pontes de São Paulo. Em todos, detectou problemas – grande parte nas juntas de dilatação, como infiltração, fissuras e até preenchimento irregular de concreto. O relatório ajudou a Prefeitura selecionar as 33 estruturas com maior demanda para lançar este mês o edital de projetos de reparos.

Recorrente

Em novembro de 2017, um bloco do Viaduto Fepasa, na Avenida do Estado, região central, desabou sobre o carro da juíza Adriana Nolasco, que morreu. “Não precisa cair um viaduto para provocar uma tragédia. Basta cair um pedaço do concreto”, destaca Gilberto Giuzio, diretor do Sinaenco.

Algumas estruturas tiveram mais de um problema nos últimos anos. A Ponte dos Remédios, zona oeste, por exemplo, teve ao menos dois: em 2011, um pedaço de 30 metros da parte lateral caiu sobre o Rio Tietê; em 1997, uma rachadura já havia surgido no local.

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