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Capital não tem data para receber 70% dos alunos na escolas privadas

De acordo com Plano SP, instituições particulares já poderiam aumentar capacidade em cada sala após cidade avançar para fase amarela

Por Redação VEJA São Paulo 9 fev 2021, 16h43

Na última sexta-feira (5), o estado de São Paulo autorizou a capital paulista a aumentar a capacidade de alunos de 35% para 70% na rede privada, já que a região metropolitana avançou para a fase amarela. Contudo, o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, disse em entrevista ao Estadão que a prefeitura não tem data para permitir o aumento da taxa.

As escolas estaduais continuam a receber 35% dos alunos em fevereiro por causa da necessidade de adaptação gradual. Não haverá obrigatoriedade de presença dos estudantes nem na rede privada nem na pública. 

“A vigilância Sanitária da Prefeitura definiu o protocolo de volta às aulas e autorizou uma volta gradual com 35% de ocupação das escolas, faremos o acompanhamento com nossas unidades de saúde para garantir o bem estar de alunos, professores, auxiliares e pais”, disse o secretário.

Foi a primeira vez que a gestão municipal esclareceu a questão. Os diretores de escolas particulares reclamavam que precisavam planejar melhor os próximos passos da reabertura.

Para Rossieli Soares, secretário estadual da Educação, a prefeitura precisaria publicar uma norma impedindo a progressão para 70% dos alunos. A declaração foi dada em entrevista à TV Cultura.

Ele ainda falou sobre a vacinação dos professores, que não devem ser imunizados antes dos grupos prioritários, em especial os profissionais da área da saúde da linha de frente e os idosos com mais de 60 anos.

“Sou favorável a ter a vacinação [dos professores], mas temos que ter uma lógica que precisa ser observada. Quem mais morre com Covid-19 são as pessoas com mais de 60 anos com comorbidades. Começar por eles é o que a maioria absoluta dos países tem feito”, afirmou.

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