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Projeto da prefeitura capacita moradores a consertar calçadas

Teste será realizado nos próximos dias 8 e 9 como parte do programa Calçada Nova, que já reformou 3 200 metros quadrados

Por Mariana Gonzalez Atualizado em 28 mar 2017, 15h08 - Publicado em 28 mar 2017, 15h06

O pontapé inicial do programa Calçada Nova, da prefeitura, foram os mutirões Mário Covas – ações coletivas que levam a população a colocar a mão na massa e consertar calçadas em frente a escolas, hospitais e parques públicos – que, em tese, são responsabilidade da prefeitura.

  • Até agora foram realizados doze mutirões, aos domingos, em bairros da periferia da cidade. Juntas, as ações construíram ou reformaram cerca de 3 200 metros quadrados, a maiora em calçadas públicas da periferia. A região que recebeu a maior intervenção, porém, foi o bairro do Butantã, na Zona Oeste, com 1 400 metros quadrados de área reformada.

    A novidade é que, a partir de abril, o programa Calçada Nova vai chegar também a vias particulares, ou seja, aquelas que estão na frente de propriedades privadas.

    De acordo com a Secretaria de Prefeituras Regionais, responsável pelo programa, trata-se de um projeto piloto que vai oferecer aos moradores conhecimento técnico para tapar buracos, nivelar a via e fazer outros reparos necessários para melhorar a circulação dos pedestres.

    O primeiro teste será feito em Ermelino Matarazzo, na Zona Leste, no fim de semana dos dias 8 e 9 de abril. No sábado, os moradores do bairro que se inscreverem passarão por um curso de cerca de seis horas, totalmente gratuito, promovido pela Associação Brasileira de cimento Portland (ABCP). “Ao final do dia, eles receberão um certificado de calceteiros profissionais”.

    No domingo, a turma vai às ruas ao lado do prefeito João Doria e do vice Bruno Covas para fazer reparos nas calçadas da Rua Cândido Rosa, entre a Rua Bispo Martins e o Córrego Independência. Segundo a assessoria, o material será doado pela Votorantim e todos os proprietários na extensão da via assinaram um documento autorizando as obras.

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  • “A prefeitura promove a capacitação, a inciativa privada fornece a matéria prima e a população contribui com a mão de obra. É uma combinação que funciona muito bem para a cidade”, disse a VEJA São Paulo o vice-prefeito e secretário das Prefeituras Regionais, Bruno Covas.

    Todo o planejamento acontece em parceria com as secretarias de Pessoa com Deficiência, Serviços e Obras e Transporte e Mobilidade. “Se der certo, a gente continua o plano em outros bairros”, garantiu a Secretaria. 

    Comissão Permanente

    No último dia 15, prefeitura e Secretaria de Prefeituras Regionais abriram a Comissão Permanente de Calçadas (CPC), que tem a função de coordenar as reformas nas calçadas da capital – isso inclui, segundo a Secretaria, reavaliar o Plano emergencial de Calçadas, decretado em 2008.

    “É um estudo que tem quase dez anos. O que era prioridade em 2008 já não é mais urgente, a cidade tem outro perfil. A Comissão vai reestruturar o Plano de 2008 de acordo com o que precisa ser feito em 2017”, explicou a Secretaria. O principal foco, ainda de acordo com a pasta, são as chamadas “calçadas prioritárias”, que levam a estações de metrô, escola e hospitais públicos.

    Os arquitetos responsáveis pela comissão Permanente de Calçadas devem apresentar os novos estudos à prefeitura até a segunda quinzena de abril.

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