Programa municipal transforma vida de paulistana da zona sul

Cleonice da Silva recuperou a autoestima após conhecer o trabalho do Centro de Cidadania da Mulher

A vida de Cleonice Gallo da Silva, de 50 anos, estava bem difícil em outubro passado. Uma série de acontecimentos – incluindo o desemprego, uma experiência malsucedida como vendedora autônoma e o aparecimento de uma doença autoimune – tirou da paulistana as suas perspectivas de futuro.

Mas essa história ganhou um novo rumo quando ela passou diante de um Centro de Cidadania da Mulher (CCM) no Grajaú, zona sul de São Paulo. “Entrei porque não sabia mais a quem recorrer”, ela conta. “Precisava de socorro. Fui muito bem recebida pelas pessoas, desde o agente de segurança na porta até a secretária. A coordenadora do centro me acolheu de um jeito que ninguém jamais tinha feito.”

O calvário pessoal de Cleonice havia começado três anos antes, quando ela perdeu o emprego. Resolveu, então, vender roupas. Em um primeiro momento, tudo ia bem, até que ela precisou usar o dinheiro que tinha ganhado. Depois disso, em um efeito cascata, os problemas foram se sucedendo, a ponto de ela não conseguir mais reagir. Foi aí que uma sugestão da assistente social transformou todo esse panorama.

Força para recomeçar

“Conversei muito e também chorei muito. E ela me orientou, me apoiou. E contou que estava acontecendo, no Largo Treze, em Santo Amaro, um curso em parceria com a Avon e o Senac”, recorda-se. “Gostei da ideia e comecei o curso – foi maravilhoso! Encontrei ali uma nova perspectiva profissional. Tive aulas de empreendedorismo, aprendi a fazer maquiagem e percebi que, antes, eu nem sabia como me maquiar.”

Com a autoestima recuperada e energia para recomeçar, Cleonice agora se prepara para montar sua própria loja. “Eu estava perdida, fragilizada. E aprendi a me conhecer melhor, a respeitar meus limites. Muitas outras mulheres que participaram do curso estavam na mesma situação que eu e também encontraram um novo caminho”, diz.

CCMs

Os Centros de Cidadania da Mulher são espaços de qualificação e formação em cidadania dedicados à defesa dos direitos sociais, econômicos e culturais das mulheres de diferentes idades, raças e crenças. Atualmente, são cinco unidades de atendimento espalhadas pela capital. A prefeitura ainda disponibiliza para mulheres em situação de violência mais quatro Centros de Referência da Mulher e duas casas de acolhimento provisório – uma de passagem e outra sigilosa. “O CCM é uma mãe para nós”, resume Cleonice.

Conheça mais histórias inspiradoras em mulheres.prefeitura.sp.gov.br.

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