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Professores querem ser retirados de processo contra invasão da USP

Justiça busca acordo entre universidade e estudantes, que ocupam a reitoria para pressionar por eleições diretas para reitor

Por Nataly Costa Atualizado em 5 dez 2016, 15h36 - Publicado em 8 out 2013, 16h56

Uma audiência de conciliação entre a USP e os alunos, funcionários e docentes da universidade está acontecendo nesta terça (8) no Fórum Hely Lopes Meireles, no centro de São Paulo. O objetivo da Justiça é resolver amigavelmente a ocupação da reitoria, que já dura uma semana.

Os estudantes decidiram ocupar a reitoria da universidade após invadirem uma reunião do Coselho Universitário que decidiu manter as eleições indiretas para o cargo de reitor e vice-reitor. As próximas eleições que vão definir o substituto de João Grandino Rodas – escolhido pelo então governador José Serra em 2009 – devem ocorrer ainda este mês. O mandato de Rodas termina em janeiro de 2014.

Na quinta (3), a universidade entrou com um pedido de reintegração de posse da reitoria. O processo é movido contra o DCE, a Adusp (professores) e o Sintusp (funcionários), que apoiam a ocupação, mas não estão dentro do prédio. Por isso, a Adusp pede que o nome da associação seja retirado da ação. 

Já os alunos querem suspensão total do processo de reintegração e, a partir daí, iniciar uma negociação com a USP. Cerca de 50 estudantes acompanham a audiência do lado de fora do fórum. Trinta policiais militares estão no local.

Na universidade, os estudantes que continuam no prédio da reitoria estão sem energia elétrica desde a madrugada de sexta, após o fornecimento ter sido cortado pela direção.

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