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Professora é demitida da rede estadual após afirmar que estupro no ES “não foi violência”

Mulher comentou nas redes sociais caso da criança de 10 anos vítima do crime

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 19 ago 2020, 20h03 - Publicado em 19 ago 2020, 19h57

Uma professora da rede estadual paulista foi demitida nesta quarta-feira (19) após realizar comentários nas redes sociais sobre o caso da menina de 10 anos estuprada no Espírito Santo. A informação foi confirmada pela Vejinha com a Secretaria da Educação. Ela afirmou que o caso “não foi nenhuma violência”.

“Ela já tinha vida sexual há quatro anos com esse homem. Deve ter sido bem paga”, diz ela, em uma das postagens. A mulher também falou sobre o aborto que foi realizado na criança entre domingo (16) e segunda-feira (17): “tirar a vida de um inocente é triste demais. Criança se defende chorando pra mãe, esta menina nunca chorou porque?”. Os prints que mostram as frases compartilhadas pela professora viralizaram nas redes sociais após publicação da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB – RJ).

O caso de estupro

A criança de 10 anos foi atendida em hospital na cidade de São Mateus (ES) com dores abdominais no dia 8 de agosto. Ela estava grávida e em relato para a polícia afirmou que era alvo de estupros desde os seis anos de idade do próprio tio. Ele foi preso na madrugada desta terça-feira (18) em Betim, Minas Gerais.

A informação foi divulgada pelo governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB). “Que sirva de lição para quem insiste em praticar um crime brutal, cruel e inaceitável dessa natureza. Detalhes da operação serão repassados pela equipe segurança ainda hoje”, disse.

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