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Prefeitura recorre à Justiça para garantir abastecimento de combustível

Ônibus e caminhões de lixo podem ser mais afetados a partir de sexta-feira (25)

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 24 Maio 2018, 15h37 - Publicado em 24 Maio 2018, 15h35

A Prefeitura de São Paulo recorreu à Justiça nesta quinta-feira (24) para garantir o abastecimento de combustível para os ônibus da frota municipal e para os caminhões que fazem a coleta de lixo na cidade.

“As empresas do sistema municipal de transporte estão com baixo estoque de óleo diesel por causa da greve nacional dos caminhoneiros. Outros serviços essenciais também podem ser afetados nos próximos dias”, informou, em nota.

São citados no pedido à Justiça o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado de São Paulo e o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo e Região. O governo municipal solicita, ainda, a fixação de multa diária de 1 milhão de reais em caso de descumprimento.

SPTRANS

A São Paulo Transporte (SPTrans) autorizou na manhã desta quinta-feira as empresas de ônibus a reduzir em até 40% a frota em operação no horário de entrepico. A medida é necessária para garantir que a frota esteja operacional no fim da tarde e noite.

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De acordo com a prefeitura, durante o início da manhã, as empresas conseguiram circular com até 97% da frota programada porque conseguiram abastecer seus veículos por meios alternativos ou se utilizaram do estoque que ainda dispunham. As linhas de trólebus estão 100% operacionais.

Em negociação mantida pela administração municipal com a Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos, ficou acertado que, diferentemente do que ocorre normalmente, a CPTM e o Metrô vão manter 100% de suas frotas em operação no período de entrepico para compensar a ausência de parte dos ônibus.

O rodízio municipal de veículos está suspenso durante toda esta quinta-feira (24). A Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes determinou que a SPTrans e a CET reforcem as equipes de rua para orientar os passageiros e motoristas sobre as mudanças.

SAMU

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-SP) informou que todas as ambulâncias operacionais foram abastecidas estrategicamente entre a noite desta quarta-feira (23) e a manhã desta quinta-feira (24). Além disso, foi feita uma reserva de combustível para possíveis faltas e o abastecimento de veículos reservas. Sendo assim, o serviço de atendimento do Samu-SP segue normalizado.

“Por enquanto, a frota que realiza a coleta de lixo na cidade não foi afetada, mas se persistir a greve, o serviço pode ficar comprometido a partir da sexta-feira (25). A Prefeitura lamenta os transtornos causados à população e ressalta que nenhuma manifestação, por mais justa que seja, pode afetar o direito de ir e vir das pessoas.”

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