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Prefeitura recebe 34,9 milhões que foram confiscados de contas de Maluf

Segundo Ministério Público, montante vem de desvios de obras na Zona Sul da capital na época em que o político era prefeito da cidade

Por Redação VEJA São Paulo - 6 Feb 2020, 18h03

O Ministério Público de São Paulo divulgou nesta quinta-feira (6) que repassou um montante de 34,9 milhões de reais, confiscados de contas atribuídas a Paulo Maluf na Ilha de Jersey, no Reino Unido, para a Prefeitura de São Paulo.

Prefeito da capital entre 1992 e 1996, o político foi preso em dezembro de 2017 acusado de desvio de dinheiro público durante sua gestão. Condenado a sete anos, nove meses e dez dias de prisão, e atualmente cumpre a pena em domicílio. A decisão do MP afirma que o valor é proveniente de desvios que foram realizados nas obras de construção da Avenida Água Espraiada, atual Avenida Jornalista Roberto Marinho, e também do Túnel Ayrton Senna.

O promotor Silvio Marques informou que a ação foi ajuizada contra as empresas offshore Durant e Kildare, que, segundo a investigação, recebiam dinheiro que foi desviado por Maluf. Até o momento, o total recuperado pela promotoria e a prefeitura na operação já ultrapassa 120 milhões de dólares.

A família de Maluf está com bens bloqueados para o pagamento de indenizações. Ainda existem outras duas ações contra ele que, somadas, requerem a devolução de 344 milhões de dólares, além da aplicação de uma multa por improbidade administrativa.

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