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Luisa Mell, colecionadora de confusões, arranjou mais uma em Higienópolis

A ativista diz que sua atuação “quebra paradigmas” e minimiza os casos controversos atrelados a seu nome

Por Clayton Freitas, Hyndara Freitas
29 jul 2022, 06h00

A imagem da apresentadora e ativista Luisa Mell correndo em uma casa antiga com um cachorrinho no colo fez com que ela novamente fosse notícia e virasse meme. A apresentadora de 43 anos integrou na semana passada a equipe que foi até uma residência de Higienópolis analisar as condições do imóvel, dos animais que ali viviam e de sua agora ilustre moradora, Margarida Bonetti, que ficou famosa após o podcast A Mulher da Casa Abandonada, produzido pelo jornalista Chico Felitti para a Folha de S.Paulo.

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O resgate foi apenas mais um no extenso currículo de polêmicas colecionadas na longa trajetória da ativista, que é apaixonada pelos animais antes mesmo de se chamar Luisa Mell. Nascida Marina Zatz de Camargo, ela adotou o nome artístico como homenagem a avó, Luisa. O Mell vem da época em que ela trabalhava como vendedora de pães de mel no Bom Retiro.

Luísa Mell tira foto com Jair Bolsonaro e outras três pessoas
Ambivalente: após posar em foto com Bolsonaro, elogiou Lula (Reprodução/Reprodução)

Formada em direito pelo Mackenzie, fazia teatro e começou no SBT como atriz. Depois foi para a Rede TV! Por lá, apresentou o Late Show, em 2002, talvez iniciando “oficialmente” aí a sua série de polêmicas. Um dos episódios pitorescos foi quando ela mostrou, às 16 horas, como eram feitos os casacos de pele.

Luísa Mell aparece fazendo carinho em cabeça de bezerro, em um regaste de mais de 300 animais
Cunha: ativista integrou grupo que resgatou 300 bezerros (Bruno Ganem/Divulgação)

Acusação de racismo

Após postagem crítica sobre animal que teve orelhas, rabo e patas mutilados em ritual, ela foi acusada de intolerância religiosa e de ser racista: “Sou absolutamente contra o sacrifício de animais em cultos”

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Cachorro que teve patas e orelhas arrancadas
Ritual: animal teve patas e orelhas arrancadas (@luisamell/Reprodução)

Outro momento ruidoso na carreira foi quando ela integrou o grupo laboratório do Instituto Royal, em São Roque (interior de São Paulo), para tirar de lá 178 cães da raça beagle, além de 200 camundongos e sete coelhos, todos usados em testes. O caso gerou uma grande discussão, sobretudo no meio científico.

Luísa Mell e um homem posam com beagles
Instituto Royal: relatório policial descartou maus-tratos aos beagles (Reprodução/Reprodução)

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Alguns dos resgates e opiniões que emite, geralmente em seu perfil no Instagram, onde acumula mais de 4,5 milhões de seguidores, já lhe renderam até processos judiciais. Num dos mais recentes, José Toscano Martins Neto, o Zé Neto, da dupla com Cristiano, a acusa de mentir ao dizer que o rapaz usou um único burro para uma viagem de 1 180 quilômetros para pagar uma promessa, entre outras coisas. Ela foi obrigada judicialmente a apagar a postagem e uma audiência de conciliação foi agendada para agosto.

Zé Neto sorri para o alto segurando um chapéu em cima de um jumento
Zé Neto: ativista foi obrigada pela Justiça a apagar post (@zenetotoscanooficial/Reprodução)

“O jumento trabalha explorado até a morte e a gente achava que isso estava o.k. Mas não é o.k. a pessoa ir quilômetros e quilômetros e quilômetros em cima de um burro sob desculpa nenhuma”, diz Mell. Questionada sobre as acusações sobre seu modo de agir, ela é enfática. “Eu vou ser bem sincera, tudo que me xingam, eu geralmente não dou a mínima”, afirma.

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Publicado em VEJA São Paulo de 3 de agosto de 2022, edição nº 2800

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