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Enfermeira treina cães para brincarem com crianças e idosos

Conheça Rita de Cácia, a paulistana nota 10 da semana

Por Catherine Barros Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 27 Maio 2024, 11h02 - Publicado em 9 jun 2017, 18h06

Uma vez por mês, a cena se repete no Parque Villa-Lobos: um grupo de quase trinta pessoas que vestem camiseta laranja participa do adestramento de pouco mais de uma dezena de cachorros, todos usando lenços vermelhos no pescoço. A iniciativa faz parte da rotina da ONG Terapia Cão Carinho, especializada em treinar animais para que possam interagir com pacientes em hospitais e idosos.

Atualmente a entidade atende, gratuitamente, as crianças internadas na UTI pediátrica do Conjunto Hospitalar do Mandaqui, na Zona Norte, e os 44 moradores da casa de repouso Akebono, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Para aprenderem a lidar com esse público sem sofrer stress ou apresentar comportamento agressivo, os bichos são preparados por um adestrador voluntário na área verde da Zona Oeste ou em uma pet shop na Mooca, na Zona Leste, que cede o espaço à atividade.

À frente da instituição está a enfermeira Rita de Cácia, de 50 anos. Ela iniciou o projeto em 2011 com mais vinte pessoas. “Foi uma maneira de unir minha vontade de ajudar a quem precisa à paixão por cães”, conta. Hoje, a entidade se mantém com o auxílio de 29 voluntários, que pagam mensalidade de 20 reais para despesas como compra de uniforme, ração e manutenção de vacinas. Entre eles há doze donos de cachorros que emprestam seus pets à entidade. Cães de qualquer raça podem participar.

Antes de entrarem em ação, eles são adestrados por três meses. Nas clínicas, os pacientes passeiam com os bichos, jogam bolinhas para eles pegarem e os penteiam. A interação dura uma hora. “Os cães fazem toda a diferença para as crianças portadoras de doenças crônicas, que precisam ficar aqui por longos períodos. Depois da visita, elas ficam até mais dispostas”, elogia a enfermeira Edilene Paes, da UTI infantil do Mandaqui. “É uma realização pessoal fazer a alegria desses pacientes, mesmo por um curto período”, afirma Rita.

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