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“Os Sete Gatinhos” ganha montagem arrojada

Tragédia em cartaz no Teatro de Arena é do diretor Nelson Baskerville

Por Dirceu Alves Jr. Atualizado em 5 dez 2016, 17h22 - Publicado em 24 fev 2012, 23h50

No ano que marca o centenário de seu nascimento, Nelson Rodrigues (1912-1980) teve o caminho cruzado por um outro Nelson, em busca de uma linguagem própria e contemporânea. Desde a estreia do documentário cênico Luis Antonio — Gabriela, em março do ano passado, o diretor Nelson Baskerville projetou um estilo de encenação peculiar e preocupado em ser acessível ao público. Essa intenção pode ser notada no recém-lançado drama 17 X Nelson – Parte 2 – Se Não É Amor Não É Eterno, também capitaneado por ele, e confirma-se na forte e autêntica releitura da tragédia Os Sete Gatinhos.

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Levado ao cinema em 1980 por Neville D’Almeida, o texto de 1958 centra-se na família do funcionário público Noronha (o ator Renato Borghi) e da submissa Gorda (papel de Élcio Nogueira), na qual todos se sacrificam, sem pudor algum, em busca de um objetivo: fazer com que a caçula, Silene (interpretada por Greta Antoine), se case virgem. Quando a garota, grávida, acaba expulsa do colégio interno, o clã entra em colapso. Em uma montagem inventiva, Baskerville transformou o cenário principal no inferno, apoiado pela iluminação vermelha de Wagner Freire e pela caracterização inspirada na cantora Amy Winehouse das demais filhas de Noronha. Inseriu ainda números musicais como a impagável versão de Borghi para a canção “Meu Mundo Caiu”, de Maysa. Tantas interferências poderiam diluir a dramaturgia. Mas em nenhum momento o diretor subtraiu elementos do original ou menosprezou a essência dos personagens. Seja na irreverência de Élcio Nogueira (Gorda), no peso dramático de Gabriela Fontana (Aurora, a filha mais velha) ou na malandragem impressa por Willians Mezzacapa (como Bibelô), o espírito do autor está lá, vagando entre eles.

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