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Ônibus são incendiados e moradores denunciam toque de recolher

Segundo eles, as ações seriam uma retaliação ao assassinato do jovem Alexsandro da Rocha Filho, de 22 anos, morto a tiros na quinta-feira (16)

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 19 mar 2017, 13h08 - Publicado em 19 mar 2017, 12h26

Na tarde de sábado (18), dois ônibus foram incendiados em Barueri, na região metropolitana da capital. Ao interceptar os veículos, os autores da ação retiraram os passageiros à força e avisaram que ninguém poderia tentar pegar o coletivo pelos próximos três dias, pois as depredações iriam continuar. Também anunciaram toque de recolher a partir das 22h. “Disseram que estavam fazendo isso por causa da morte do chefe do tráfico da região”, contou um morador que não quis se identificar.

O chefe em questão seria o jovem Alexsandro da Rocha Filho, de 22 anos, no Jardim Paulista, em Barueri. O crime aconteceu na noite de quinta-feira (16). Filho levou três tiros de uma pessoa não identificada. Foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Testemunhas disseram à polícia que se tratava de briga entre traficantes.

O primeiro incêndio aconteceu por volta das 13h30 no bairro Vale do Sol. Não houve vítimas, mas a fumaça chegou até as casas, fazendo com que os moradores deixassem o local. Confira o vídeo.

O segundo ataque foi no Jardim Líbano e contou com a ação de dez bandidos. Na ação, foram efetuados disparos de arma de fogo para o alto, a fim de espantar quem passava pelo local.

A Polícia Militar foi acionada e, em conjunto com a Guarda Municipal, iniciaram as investigações. Dois suspeitos de participação nos atentados foram detidos, entre eles, um adolescente de 16 anos.

Na manhã deste domingo (19), a Benfica BBTT, empresa concessionária do serviço de transporte coletivo em Barueri, retomou parte da operação de ônibus, mas a maioria das linhas continuava inativa.

A Guarda Municipal informou que reforçou o policiamento durante o fim de semana.

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