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ONG vai à Justiça contra pastor que desejou a morte de Paulo Gustavo

Organizações assinam carta contra o líder religioso José Olímpio, a quem acusam de homofobia

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 18 abr 2021, 14h19 - Publicado em 18 abr 2021, 14h18

O pastor José Olímpio, da igreja evangélica Assembleia de Deus de Alagoas, causou polêmica ao se manifestar contra a recuperação do ator e humorista Paulo Gustavo, 42. O fato motivou 30 entidades que defendem os direitos LGBTQIA+ a repudiarem as palavras dele em uma carta aberta. As informações são da Folha.

Além disso, o Grupo Gay de Alagoas diz que vai entrar com uma representação contra ele no Ministério Público do estado. O artista está internado há mais de um mês em estado grave na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de um hospital da Zona Sul do Rio de Janeiro por complicações clínicas após receber diagnóstico de Covid-19. O humorista completou um mês de internação nesta terça (13).

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Em suas redes sociais, o pastor José Olímpio publicou uma foto em que o ator aparece caracterizado atrás de um crucifixo. Na legenda, escreveu: “Esse é o ator Paulo Gustavo que alguns estão pedindo oração e reza. E você vai orar ou rezar? Eu oro para que o dono dele o leve para junto de si”.

A publicação de Olímpio, feita na última quinta-feira (15), ganhou grande repercussão e recebeu uma avalanche de manifestações de repúdio na internet. “Isso é uma pessoa que segue quem for, menos a Deus”, escreveu uma internauta. “Vamos divulgar para que esse crime chegue às autoridades”, disse outro fã do artista.

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Entre as 30 entidades que assinam um documento contra o líder religioso estão a Aliança Nacional LGBT, o Grupo Gay da Bahia e a Rebraca (Rede Brasileira de Casas de Acolhimento para pessoas LGBTIs). Para as organizações, o pastor cometeu crime de homofobia.

Nildo Correia, presidente do Grupo Gay de Alagoas, disse que vai encaminhar uma representação contra o pastor ao Procurador Geral do Estado, Francisco Malaquias de Almeida Júnior. “Ele cometeu homofobia ao desejar a morte de Paulo Gustavo pelo simples fato de o artista ser gay”, afirmou à Folha. Correia também adiantou que vai comunicar a direção da Assembleia de Deus nacional e a do estado de Alagoas sobre a conduta de Olímpio. “Acreditamos que a instituição não deve comungar com a postura dele como membro”, disse o ativista. A reportagem procurou a Igreja Assembleia de Deus, mas não obteve resposta. O líder religioso, que apagou a postagem original, ainda não havia se manifestado até a publicação.

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