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Nelsinho Piquet Jr. cria fábrica customizadora de miniaturas de carros de corrida

O piloto viu na ArtModels a oportunidade de produzir a versão reduzida dos veículos que competem nas categorias brasileiras na Stock Car

Por Fernanda Campos Almeida Atualizado em 17 dez 2020, 11h11 - Publicado em 11 dez 2020, 06h00

Depois que as corridas de Stock Car foram adiadas por quatro meses e as arquibancadas ficaram vazias durante o campeonato por causa da pandemia, o piloto Nelsinho Piquet Jr., 35, decidiu explorar outros meios de fazer dinheiro com o seu amor pelos carros. “Como todo esportista, após a carreira tem de haver algum preparativo para o futuro. Abri alguns negócios e, devagarzinho, vou deixando de lado o esporte e me dedicando ao empreendedorismo”, afirma. O automobilista explica que as corridas são eventos grandes, que dependem de aglomeração e de levar convidados às pistas e autódromos. “Só transmitir pela televisão não é financeiramente suficiente”, explica.

O último projeto do piloto que saiu do papel foi o ArtModels, fábrica customizadora de miniaturas de carros de corrida localizada em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. “As fábricas grandes, da China, França, Alemanha etc., não produzem todos os carros que competem, como as categorias brasileiras na Stock Car. Eu vi a oportunidade de produzir exatamente esses carros, que trouxeram nossa maior clientela”, conta.

A empresa foi criada recentemente, em junho deste ano. O piloto investiu em torno de 20 000 reais e, até novembro, teve receita bruta de cerca de 240 000, tirando os gastos para fabricar miniaturas aos patrocinadores, para aumentar a própria coleção e alguns pedidos especiais do pai. “A demanda foi tão grande no início que tivemos de suspender os pedidos por um momento.” Segundo Nelsinho, todo o lucro já foi reinvestido na própria fábrica e o piloto pretende criar a linha de miniaturas Piquet, com todos os carros pilotados pelo pai, com uma edição limitada assinada por ele.

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A ideia é semelhante à do piloto que liderou a temporada da Stock Car em 2020, Cesar Ramos, 31, que também planeja encomendar a coleção dos seus carros na ArtModels. Por enquanto, Cesar adquiriu vinte miniaturas para presentear os familiares na época de Natal.

O material dos carrinhos é resina plástica, feito com um molde de impressora 3D. O preço e o tempo que leva para ficarem prontos variam a cada modelo.

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Miniaturas dos carros de corrida
Miniaturas dos carros de corrida: preço varia de 750 a 20 000 reais Lucas Miranda/Divulgação

Uma miniatura estilo Stock Car, a mais vendida, custa em torno de 750 reais e demora um mês para ser fabricada. Já carros de F-1, na escala 1/8, podem chegar a 20 000 reais, com tempo de espera de seis meses a um ano para compra. As miniaturas são recebidas por encomenda e o pedido pode ser feito pelo perfil no Instagram da fábrica, @_artmodels.

“Tenho uma coleção de Hot Wheels e decidi comprar uma miniatura profissional, um modelo 1/18 da Stock Car que Nelsinho pilotou. Os detalhes são tão impressionantes que fui visitar a fábrica”, conta Arnaldo Izidro, 54, entusiasta de corridas.

Nelsinho, filho do tricampeão mundial de F-1 Nelson Piquet, diz que é um colecionador desde a infância. Ele possui mais de 500 miniaturas de carros, contando com imitações dos modelos que já pilotou, além de capacetes, macacões e camisas que já usou nas competições.

Nelsinho também é proprietário da linha de cachaças drinkb, do restaurante Filadélfia Shop & Brasa, no bairro Chácara Santo Antônio, e das pistas de kart indoor com o sobrenome da família, a Piquet Sports, em Guarulhos — também inaugurada na pandemia —, além de um complexo de esportes radicais e jogos on-line para criação de conteúdo, a Barbarius World, em Laranjal Paulista, interior do estado — esse último, fechado ao público, é voltado para a divulgação das marcas de patrocinadores.

Mesmo com o jogo de cintura para equilibrar a volta das corridas e os diversos empreendimentos, Nelsinho afirma que ainda não pensa em se dedicar exclusivamente aos negócios: “Estou com gás e sou apaixonado pelo asfalto”.

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Publicado em VEJA São Paulo de 16 de dezembro de 2020, edição nº 2717

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