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Naja que picou estudante de Brasília está em São Paulo

Pedro Krambeck mantinha o animal ilegalmente; espécime chegou de avião junto com outras seis cobras

Por Redação VEJA São Paulo - 12 ago 2020, 15h32

O Instituto Butantan recebeu nesta quarta-feira (12) a cobra naja que picou o estudante Pedro Henrique Krambeck Lehmkuhl em Brasília. O animal, junto com outras espécimes que foram apreendidos no Distrito Federal, chegou ao aeroporto de Guarulhos e foi encaminhado para o órgão, que fica no Zona Oeste da capital.

Além de duas serpentes peçonhentas, da naja e de uma víbora-verde-voguel, vieram também outras cinco cobras-do-milho, não venenosas. No Butantan, os animais foram registrados e passaram por exames clínicos gerais para entrar em uma quarentena pelo período de 30 a 40 dias. A definição sobre o destino deles será tomada após esse período. As cobras poderão ser encaminhados ao Museu Biológico ou ter atividades científicas e de educação ambiental como destino.

“O Butantan tem um papel atuante em casos como este. Não somos uma entidade fiscalizadora, mas, sim, de apoio aos órgãos responsáveis. Isso se dá por conta do nosso trabalho histórico com animais peçonhentos e venenosos. Há muitos anos que trabalhamos junto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Policia Ambiental no recebimento de animais apreendidos tanto da fauna brasileira, como da fauna exótica”, informou, por meio de nota, o diretor do Museu Biológico, Giuseppe Puorto, que desde 2017 tem em exposição no seu acervo uma naja kaouthia.

O estudante Pedro Henrique foi picado pela cobra naja no dia 7 de julho. Devido ao incidente, foi internado em um hospital privado na região administrativa do Gama, a 30 quilômetros do centro de Brasília. O quadro do rapaz evoluiu para estado grave e ele chegou a ser colocado em coma induzido, mas recebeu alta logo depois.

A cobra foi encontrada em uma caixa, na região central de Brasília, pelo Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA). O animal estava em boas condições e foi encaminhado para o Ibama, que o repassou ao Zoológico de Brasília.

Pedro Krambeck criava a naja dentro de casa, sem autorização, o que é considerado crime. De acordo com as investigações, ele também criava outras 16 serpentes. Inicialmente, o Ibama multou o jovem em R$ 2 000, apenas pela posse da naja. Passado mais de um mês, as cobranças já chegam a R$ 80 000.

O estudante e um amigo, Gabriel Ribeiro, chegaram a ser presos por atrapalhar as investigações, mas foram soltos dias depois. Os advogados disseram que Pedro “prestou todos os esclarecimentos, firme no propósito de colaborar com as investigações”.

Agora, a Polícia investiga a origem das serpentes e se Pedro e o amigo compravam e vendiam os animais.

Com informações da Agência Brasil 

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