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Mulher humilha funcionários e agride jovens com ataques homofóbicos em padaria

Vídeos do ocorrido na Dona Deôla da Pompeia circularam por redes sociais

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 22 nov 2020, 22h30 - Publicado em 22 nov 2020, 12h34

Uma mulher foi gravada, na noite de sexta (20), bradando ofensas homofóbicas e transfóbicas para dois clientes e atirando objetos em um deles numa padaria em São Paulo. Uma série de vídeos circulou pelas redes sociais mostrando as agressões. A Vejinha teve acesso também a imagens da cliente humilhando, instantes antes, dois funcionários do estabelecimento, no bairro da Pompeia.

Em uma das gravações, a mulher, identificada como Lidiane Biezok, está sentada ao balcão da padaria Dona Deôla, joga guardanapos sobre a estufa de salgados e olha para uma das atendentes. “Sabe para o que você presta? Para pegar meus restos. Para isso que você é paga”, diz.

Em seguida, dois clientes repreendem a atitude e Lidiane, que responde com ataques homofóbicos. “Cala a boca, sua bicha do c*”, grita.  Em outras imagens, postadas em redes sociais, é possível ver a Lidiane andando atrás de uma das vítimas e jogando objetos. No caixa, chega a indagar: “Isso aqui é uma padaria gay?”. Redes sociais da mulher, como Instagram e Linkedin, não estão mais no ar.

Outro funcionário da Dona Deôla também sofreu ataques homofóbicos quando tentou acalmá-la. Na confusão, um dos televisores da padaria foi quebrado com uma comanda.

De acordo com frequentadores da padaria com quem a Vejinha falou, a mulher, que se identifica como “advogada internacional”, costuma frequentar o local. Procurada, Lidiane ainda não foi encontrada até a publicação desta nota. Para o Fantástico, disse que tem bipolaridade e que gostaria de se desculpar.

Na tarde de sábado (21), a Dona Deôla se manifestou nas redes sociais com um comunicado. “Lamentavelmente, na noite de ontem, funcionários e clientes da nossa padaria na Pompeia foram alvo de ofensas racistas, homofóbicas e transfóbicas, que podem inclusive configurar crime. Por isso, seguindo a orientação que lhes foi dada, a nossa equipe acionou a polícia para que as providências fossem tomadas. A Dona Deôla se solidariza com as vítimas desse ato repugnante e se coloca à disposição para prestar toda assistência necessária. Reiteremos o nosso repúdio a qualquer tipo de discriminação e o nosso compromisso com a proteção e o bem estar dos nosso funcionários e clientes.”

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Um dos clientes agrdidos, Kelton, se mostrou indignado em suas redes sociais quando a polícia chegou ao estabelecimento. “Ninguém faz nada. Ele [policial] não pode tirar ela [da padaria]. Ela já agrediu, […] foi racista, foi transfóbica, foi homofóbica e ela ainda consegue entrar dentro do estabelecimento. Como ela tem esse poder de estar aqui dentro ainda?”, questionou. As vítimas, tanto clientes quanto funcionários, registraram boletim de ocorrência.

De acordo com a assessoria de imprensa da Dona Deôla, a polícia demorou 25 minutos para chegar. Os funcionários da padaria ligaram duas vezes para o 190 e os clientes, mais uma vez.

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