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Mortes por Covid-19 na construção civil chegam a 57

Setor é considerado trabalho essencial e operários não pararam durante a quarentena

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 23 May 2020, 11h33 - Publicado em 23 May 2020, 11h29

As mortes de operários da construção civil paulista, provocadas pelo novo coronavírus, atingiram esta semana a marca de 57. O setor, considerado atividade essencial, continua trabalhando durante toda a quarentena. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo (Sintrcon-SP), Antonio Ramalho, em entrevista ao portal G1, o número de óbitos pode ser ainda maior, pois casos suspeitos aguardam confirmação. Outra questão levantada pela entidade é que muitas construtoras não notificaram as autoridades dos casos em seus canteiros.

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Até o momento, dos mais de 680 000 trabalhadores da categoria no estado, cerca de 15 000 foram testados, sendo que 28% apresentaram anticorpos contra a doença, ou seja, foram contaminados, mesmo sem desenvolver sintomas. “Eu não sei se este dado é positivo ou negativo. É positivo porque mostra que muita gente não sofreu com a doença. Por outro lado, é negativo porque muitos deles trabalharam contaminados, repassando o vírus para sabe-se lá quantas pessoas no período de quatorze dias de incubação da Covid”, disse.

 

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