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Morre o arquiteto e designer Jorge Zalszupin, aos 98 anos

Ele foi um dos responsáveis por colocar o design moderno brasileiro em destaque no mundo

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 17 ago 2020, 13h48 - Publicado em 17 ago 2020, 10h33

Morreu o arquiteto e designer Jorge Zalszupin, aos 98 anos, na madrugada desta segunda-feira (17). A informação foi confirmada pela filha dele, Veronica Zalszupin, nas redes sociais. O motivo da morte não foi divulgado.

De origem polonesa, Zalszupin escapou do holocausto e exilou-se na Romênia, onde cursou arquitetura, depois de ser influenciado por um livro que encontrou quando tinha 15 anos, com as letras LC em dourado, que o deixou encantado com os traços de Le Corbusier.

Trabalhou por alguns meses em Dunquerque, no norte da França. De lá, decidiu imigrar para o Brasil, inspirado na arquitetura de Oscar Niemeyer, em 1949. Impulsionado pela demanda de clientes e norteado pelos princípios modernistas, Zalszupin começa, na década de 1950, a desenhar móveis alinhados com a arquitetura da época.

Em menos de uma década, sua L’atelier já era considerada uma das mais modernas fábricas de mobiliário do país, onde produzia pequenas séries de suas criações.

Entre as peças desenhadas, foi ali que ele elaborou a famosa poltrona Dinamarquesa (1959), construída em jacarandá, com pés palito, e que, apesar do nome, tem seus braços e pés inspirados nas lindas colunas de Niemeyer para o Palácio da alvorada. “Essa foi a primeira que não criei sob encomenda. aqui começou minha nova vida”, disse Zalszupin.

Mostrando equilíbrio surpreendente entre o criar e o vender, o acreditar e o fazer, ele passou por todas as adversidades. Seu legado para o design brasileiro e mundial é inquestionável.

Zalszupin, junto aos seus contemporâneos modernistas, elevou o design moderno brasileiro, que hoje desfruta reconhecimento e relevância.

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