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Menino de 12 anos confessa assassinato de criança em parque na Zona Norte

Caso ocorreu no último domingo (29). Raíssa Dadona foi encontrada morta pendurada em uma árvore em um parque

Por Estadão Conteúdo - Atualizado em 14 fev 2020, 15h57 - Publicado em 1 out 2019, 17h34

A Polícia Civil confirmou na tarde desta terça-feira (1) que um garoto de 12 anos confessou ter assassinado a menina Raíssa Eloá Caparelli Dadona, de 9 anos, no último domingo (29) no Parque Anhanguera, Zona Norte de SP. O adolescente morava na mesma rua da vítima e foi apreendido pela polícia após confessar o crime.

Segundo o delegado Luiz Eduardo de Aguiar Marturano, titular da 5ª Delegacia da Divisão de Homicídios do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), o garoto relatou o crime aos pais, que decidiram levá-lo à delegacia.

Aos policiais, ele primeiramente afirmou que apenas acompanhava a menina quando um homem de bicicleta chegou e cometeu o crime. Mais tarde, no entanto, ele voltou a relatar o que afirmara aos pais: que havia assassinado a colega.

“Eles saíram da festa no CEU (Centro Educacional Unificado), caminharam até a área de mata, brincaram um pouco, e o menino então começou a agredi-la com as mãos e com um pedaço de pau”, contou o delegado. Em seguida, o adolescente teria “laçado” a menina com uma corda em uma árvore e a enforcado.

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De acordo com Marturano, ainda não é possível saber se a causa da morte foi asfixia ou os múltiplos traumas provocados pelas agressões. A confirmação depende dos laudos do Instituto Médico Legal (IML).

Ele relatou ainda que, como a investigação é muito recente, não descarta nenhuma hipótese, inclusive a de participação de um terceiro no crime. Agora, a polícia pretende analisar mais imagens das câmeras da região e ouvir depoimentos de parentes e vizinhos das duas famílias.

Em depoimento, o menino não falou a motivação do crime. “Ele não demonstrou emoção“, relatou o delegado. O menor teve a internação provisória decretada pela Justiça e deve ser encaminhado para a Fundação Casa.

Marturano disse que a mãe de Raíssa havia deixado a menina com o adolescente na fila do pula-pula enquanto foi buscar um alimento para o filho caçula. A menina morava no bairro do Morro Doce, próximo ao Parque Anhanguera, e fazia acompanhamento para autismo há um ano. Seu corpo foi enterrado nesta segunda no Cemitério Municipal de Perus, na zona norte.

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