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Ex-vereador Masataka Ota morre em São Paulo aos 63 anos

O político ficou conhecido nacionalmente após o filho Ives Ota, de 8 anos, ser assassinado durante um sequestro

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 25 fev 2021, 10h01 - Publicado em 25 fev 2021, 09h50

Masataka Ota (PSB), ex-vereador de São Paulo de 63 anos, morreu na noite de quarta-feira (24) vítima de câncer. Ele estava internado no Hospital Sírio Libanês para tratar a doença, que já enfrentava há vários meses e que passava por metástase no pulmão e nos ossos.

O político era casado com a deputada federal Keiko Ota (PSB). O casal ficou conhecido por lutar pelo endurecimento de leis para crimes hediondos após ter o filho, Ives Ota, assassinado em 1997. O garoto tinha oito anos quando foi sequestrado na Zona Leste da capital.

A criança foi levada de sua casa, na Vila Carrão, pelo sequestradores, que pediram dinheiro à família. Os criminosos teriam decidido matar Ives porque ele reconheceu um dos envolvidos, segurança do pai. Masataka mantinha uma rede de comércio da cidade.

O motoboy e os dois policiais acusados de sequestrar e matar Ives foram condenados a penas entre 43 e 45 anos de prisão. Masataka e Keiko criaram o Movimento Paz e Justiça e chegaram a ficar frente a frente com os criminosos, os perdoando. 

Masataka Ota nasceu em 1956, na província de Tomigusuku, em Okinawa, Japão. Ele chegou ao Brasil com 1 ano e foi naturalizado brasileiro. Além de Ives, ele e Keiko tiveram outros dois filhos, Vanessa e Ises.

Ives Ota: garoto foi morto aos 8 anos
Ives Ota: garoto foi morto aos 8 anos Reprodução/Veja SP
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