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Moradores da Zona Sul fazem ato pelo segundo dia após morte de jovem

Passeata se repetiu nesta terça (16): Guilherme Silva morreu no final de semana e família acusa policial de execução, corporação investiga o caso

Por Redação VEJA São Paulo - 16 jun 2020, 20h11

Manifestantes voltaram a se reunir nas ruas da região de Americanópolis, na Zona Sul da capital paulista, nesta terça-feira (16). Os protestos são motivados pela morte de Guilherme Silva, de 15 anos: familiares acusam um policial militar de ter executado o rapaz após o confundir com um assaltante no último final de semana. A corporação investiga o caso.

Vídeos nas redes sociais mostram que o ato saiu da casa da avó do adolescente, onde Guilherme foi visto pela última vez. “Fui ver meu neto no cemitério com dois tiros na cabeça, muito machucado. Bateram muito nele. Ele não merecia. Mesmo que tivesse feito alguma coisa errada, nada justifica dar dois tiros na cabeça de um ser humano”, disse Antonia da Silva para o UOL.

A manifestação percorreu vias como a Avenida Cupecê e houve presença da Polícia Militar. A partir das 18h foram registrados confrontos entre manifestantes e policiais: imagens da TV Globo mostram objetos pegando fogo e correria.

O secretário executivo da Polícia Militar, Coronel Álvaro Camilo, deu uma entrevista para o Bom Dia SP, da Globo, falando sobre o caso. “Um carro preto pegou esse garoto perto da casa dele e ele foi encontrado morto após três, quatro horas. Tinha ali uma tarjeta, identificação de um policial militar, ao lado dele ou sobre o corpo do menino. Não tinha naquele momento nenhuma operação policial sendo realizada naquela região”, afirmou.

O secretário disse que não há nenhum policial com o nome que aparece na tarja naquela região. “Não teve operação policial, não tem nenhum indicativo de que aquilo tenha sido cometido por policiais militares. Porém, não está descartado também, todas as hipóteses estão sendo avaliadas. Quem tiver informação, o Disque Denúncia é para isso mesmo, ajudem a polícia a elucidar. Até o momento, não há indicação de que tenha policiais envolvidos na morte lamentável do garoto Guilherme”, disse.

 

 

 

 

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