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Manifestantes ocupam Avenida Paulista e Rua Augusta contra Bolsonaro

Milhares de pessoas, entre elas de movimentos religiosos, promovem ato pelos direitos da mulher e à favor da democracia

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 8 Mar 2020, 18h54 - Publicado em 8 Mar 2020, 17h18

Mesmo debaixo de chuva, milhares de manifestantes tomaram a Avenida Paulista e a Rua Augusta no ato em homenagem ao Dia Internacional da Mulher neste domingo (8). Organizado pelo coletivo 8 de março, o encontro começou às 14h em frente ao Parque Mario Covas e deverá terminar na região da Praça Roosevelt, no Centro, no início desta noite.

Os participantes lembraram os índices de violência: no Brasil, uma mulher é agredida a cada quatro minutos, além disso, lidera o ranking mundial de assassinatos a transexuais.

Para os participantes, o presidente Jair Bolsonaro é o maior símbolo desses índices alarmantes e do machismo no país.

Entre os manifestantes, membros de organizações religiosas entoavam palavras de ordem como “Quem é cristão não apoia a ditadura, Bolsonaro não é cristão coisa nenhuma.” Também lembraram o assassinato da vereadora Marielle Franco, ocorrido há mais de um ano, que até o momento não teve as investigações concluídas.

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A passeata é uma resposta ao ato pró-governo, marcado para o próximo domingo (15), que critica instituições democráticas, como o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional.

Por volta das 17h, os manifestantes fecharam os dois sentidos da Rua Augusta e seguem até o Centro. As pistas permaneceram fechadas durante aproximadamente 45 minutos. A proposta era de uma manifestação pacífica e até o fim da tarde, não havia registro de ocorrências.

Veja como foi:

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