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Manifestação de motoristas de ônibus bloqueia seis terminais

Grupo dissidente do Sindicato dos Motoristas teria confiscado chaves de ônibus, segundo a SPTrans. Terminais Pinheiros, Pirituba e Largo do Paissandu estão parados

Por Redação VEJASÃOPAULO.COM Atualizado em 5 dez 2016, 14h26 - Publicado em 20 Maio 2014, 11h21

Um protesto de motoristas de ônibus paralisa seis terminais na manhã desta terça-feira (20): Pinheiros e Lapa, na Zona Oeste, Pirituba, na Zona Norte, Princesa Isabel e Amaral Gurgel, no Centro, e Sacomã, na Zona Sul. A assessoria da SPTrans não sabe dizer quantas linhas estão paradas. Relatos dão conta de que os manifestantes chegaram a se apossar das chaves dos veículos da empresa para que eles não seguissem viagem.

A greve não está afetando apenas os terminais. Em Pinheiros, passageiros estão sendo obrigados a descer até um quilômetro antes do ponto porque os motoristas se recusam a seguir viagem. Diversas ruas do bairro estão bloqueadas.

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Os manifestantes ocuparam totalmente o Largo do Paisandu na altura da Avenida Rio Branco desde as 8h15, segundo a SPTrans. A empresa informa que, devido ao protesto, desvios de rota de algumas linhas de ônibus estão sendo feitos pelo Largo do Arouche e por outras vias da região.

Segundo a CET, o trânsito no local está bastante carregado. A recomendação é de que motoristas que evitem passar por ali.

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Segundo a assessoria do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss), o protesto se deve à uma divergência entre grupos do Sindicato dos Motoristas de Ônibus de São Paulo. Uma facção não teria aceitado o acordo feito com empresas nesta semana pela chapa de Valdevan Noventa, atual presidente da instituição.

Na segunda (19), motoristas e cobradores de ônibus se reuniram em assembleia geral e aceitaram a proposta das empresas, abandonando a ameaça de greve. Entre as mudanças, estão reajuste de 10% do salário, participação nos lucros de 850 reais e reconhecimento da insalubridade, o que dá direito a aposentadoria depois de 25 anos de trabalho.

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