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Lotação da UTI faz Hospital das Clínicas correr para abrir 100 leitos

Liberação ocorrerá em etapas e será viabilizada com doações de hospitais privados e grandes empresas

Por Sérgio Quintella Atualizado em 27 abr 2020, 13h36 - Publicado em 27 abr 2020, 13h14

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP) vai ampliar o números de UTIs para tratamento de vítimas do coronavírus. Além dos 200 leitos existentes (e praticamente esgotados), serão criados 100 novos postos de alta complexidade. A medida vai contar com doações de hospitais privados e grandes empresas, que “adotarão” dez unidades cada um.

Eles irão contribuir com equipamentos e equipes de médicos ou de enfermagem. Além da Rede D’or, participam Hospital Sírio-Libanês, HCor, Beneficência Portuguesa e Bradesco.

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A abertura será gradual. Na primeira quinzena de maio deverão estar ativados os quarenta primeiros leitos. Segundo o último balanço, o Hospital das Clínicas possui 400 pacientes internados relativos à Covid-19, sendo 191 em UTI. O hospital iniciou o processo para o enfrentamento da pandemia com 84 leitos de UTI ativos, que foram todos disponibilizados para Covid, no Instituto Central, em março, conforme contou Vejinha em reportagem de capa há dez dias. Desde então, mais do que dobrou sua capacidade para atingir os atuais 200 leitos de UTI no chamado “covidário”.

“Este processo contínuo de abertura de dezenas e dezenas de novos leitos de UTI em tempo recorde, no meio de uma pandemia, é algo inédito e só é possível graças ao planejamento e ao trabalho incansável da nossa equipe. Mas é preciso mais, e o apoio da Secretaria de Estado da Saúde e da iniciativa privada será fundamental nesse processo”, afirma Eloisa Bonfá, diretora clínica do HCFMUSP.

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