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Jovem compartilhava carona para juntar dinheiro para se casar

Assassino confesso foi agredido dentro da cadeia

Por João Batista Jr. 5 nov 2017, 11h11

O assassino de Kelly Cristina Cadamuro, jovem de 22 anos que morreu após combinar carona por WhatsApp, foi agredido no presídio de Frutal no sábado (4), onde está detido. Jonathan Pereira do Prado, de 33 anos, foi espancado e teve seu supercílio cortado. Ele precisou ser atendido por uma enfermeira da prisão, para depois ser transferido para uma cela isolada.

A represália aconteceu justamente na cela tida como “segura”, onde estão concentrados prisioneiros que correm risco de agressão. Os presos que o agrediram serão identificados e passarão por sanções administrativas. A polícia aguarda exames para avaliar se ela teria sido violentada. A jovem foi encontrada sem calças e com a cabeça dentro de um córrego.

O assassino Jonathan Pereira do Prado: entrou no aplicativo para roubar o carro da vítima Reprodução/TV TEM/Veja SP

Kelly havia entrado no grupo de caronas para reduzir os gastos com viagens e economizar dinheiro para o casamento, segundo seus familiares. Ela viajava com frequência de Guapiaçu, na região de São José do Rio Preto (SP), onde morava, para Itapagipe, em Minas Gerais, onde reside o namorado, o engenheiro Marcos Antônio da Silva, de 28 anos. Para dividir as despesas, ela compartilhava as viagens com pessoas do grupo formado por meio do aplicativo WhatsApp.

De acordo com um tio, Adriano Barcelos Augusto, a jovem era dedicada ao trabalho e fazia economia porque planejava ter filhos e formar família. Ela trabalhava numa loja de óculos e fazia estágio como técnica em radiologia, sua área de formação. Era apegada à família, que está “arrasada” com o crime.

O namorado confirmou que o plano do casal era financiar uma casa, por isso os dois guardavam dinheiro. Alguns móveis já haviam sido comprados.

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Kelly saiu de São José do Rio Preto na quarta (1), final de tarde, com destino à Itapagipe, em Minas Gerais, para encontrar seu namorado – que chegou a alertá-la para ter “cuidado” com a viagem. A distância do trajeto seria de 120 quilômetros.

O corpo foi encontrado em um córrego na região de Frutal, sem calça e com a cabeça dentro da água. A calça jeans usada por ela na ocasião estava a 3 quilômetros de distância. O atestado de óbito consta estrangulamento e asfixia como causas da morte.

Jonathan Pereira do Prado era um foragido da Justiça desde março deste ano. Em uma saidinha de feriado, ele não retornou ao Centro de Progressão Penitenciária de São José de Rio Preto, onde cumpria penas por furto, roubo, estelionato, extorsão, ameaça, lesão corporal apropriação e uso de moda falsa.

Foram presos outros dois suspeitos, Wander Luis Cunha e Daniel Teodoro da Silva, que, de posse de bens da jovem, foram enquadrados por receptação.

Com Estadão Conteúdo

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