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Justiça condena McDonald’s por não socorrer funcionária que se queimou

Mulher se feriu com óleo quente dentro de um restaurante da marca em São Carlos; valor será revertido ao Fundo de Amparo ao Trabalhador

Por Redação VEJA São Paulo - 13 Apr 2018, 18h05

A Justiça do Trabalho condenou o McDonald’s a pagar uma indenização de 100 000 reais por não prestar os primeiros socorros durante um acidente de trabalho. A negligência motivou uma ação pública do Ministério Público do Trabalho.

O caso aconteceu em agosto de 2015, em São Carlos. A mulher se queimou com óleo quente enquanto limpava uma fritadeira dentro de uma loja da rede. Segundo o MPT, a empresa não encaminhou a funcionária ao hospital e nem pagou pelo transporte dela até o lugar.

Ela foi atendida pelo Samu e levada a um hospital público próximo ao local. O socorrista que a atendeu disse que “constatou que a vítima tinha queimado a mão com óleo”, mas que “não se tratava efetivamente de uma emergência que justificasse o atendimento pelo Samu”.

Além da multa por danos morais, a decisão também exige que a empresa continue prestando os primeiros socorros e seja responsável por levar o acidentado até a unidade médica mais próxima. Também deverá pagar os custos do funcionário que tenha prestado o socorro, sob multa de 10 000 reais por ocorrência. A sentença vale para todo o estado.

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O promotor responsável abriu a investigação depois de reconhecer a loja da rede em uma reportagem da imprensa local sobre o caso. Antes da ação civil, foi proposto um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas o McDonald’s não aceitou os termos de obrigatoriedade dos primeiros socorros.

O valor será revertido ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O McDonald’s ainda pode recorrer.

 

 

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