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Justiça absolve empresário acusado de estuprar Mariana Ferrer

André de Camargo Aranha foi inocentado por "falta de provas"; família da jovem afirma que os abusos a deixaram com sequelas psicológicas irreversíveis

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 11 set 2020, 18h06 - Publicado em 11 set 2020, 18h01

O empresário André de Carmargo Aranha foi absolvido pela Justiça. Ele é acusado de estuprar a blogueira Mariana Ferrer dentro do beach club Cafe da la Musique, em Florianópolis, no final do ano passado. Mariana utilizou seu Instagram para denunciar o caso e teve a conta retirada do ar. O crime teria acontecido em 15 de dezembro de 2018. O juiz Rudson Marcos, da 3ª Vara Criminal de Florianópolis, julgou como improcedentes as denúncias da jovem.

Foram ouvidas 22 testemunhas, além da própria Mariana e André. Ele afirmou que teve contato sexual com a jovem, mas que os dois não chegaram a ter uma relação consumada. Houve também seis exames periciais e uma ação de busca e apreensão dos equipamentos eletrônicos do acusado. A conclusão das investigações, que ocorreram em sigilo, é de que “não há provas contundentes nos autos a corroborar a versão acusatória”.

O caso veio a público quando Mariana compartilhou o relato no Instagram em maio do ano passado. Ela divulgou um vídeo do circuito de segurança em que aparece entrando e saindo do local de onde teria ocorrido o crime, prints de mensagens e áudios que enviou a amigas pedindo ajuda e uma foto do vestido que usava naquela noite, manchado de sangue. 

Mariana também disse que registrou boletim de ocorrência e fez exame de corpo delito no dia seguinte ao ocorrido, mas que foi atendida somente por homens. Ela publicou prints do laudo pericial que confirmou a presença de sêmen na calcinha que usava. O sêmen tinha DNA compatível com o de André, segundo exames.

O perfil foi removido por ordem judicial, mas o relato completo ainda está em sua conta no Twitter, em que afirmou que ‘sua virgindade foi roubada junto com seus sonhos”.

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De acordo com a defesa do empresário, a denúncia feita por Mariana de que foi dopada e abusada sexualmente é “fantasiosa”. Já a família dela afirma que os abusos a deixaram com sequelas psicológicas irreversíveis.

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