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Jovem é morto à pedradas por ser homossexual no último domingo (12)

Segundo a polícia, assassino diz que foi assediado e que não gosta de homossexuais

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 18 jul 2020, 11h58 - Publicado em 18 jul 2020, 11h56

Guilherme de Souza, 21, foi apedrejado e teve o seu corpo queimado por dois adolescentes, um de 14 e outro de 16 anos, no último domingo (12) no bairro Conquista, na Bahia. O Jovem teria sido morto por ser homossexual. As informações são da Folha de S. Paulo.

Guilherme voltava para casa quando foi abordado pelos outros jovens que jogaram pedras no menino até deixá-lo inconsciente. Depois, foi arrastado até uma área abandonada, onde atearam fogo ao seu corpo.

Um dos criminosos, o de 14 anos, foi preso horas depois. Em depoimento, ele confessou o crime, mas afirmou que matou Guilherme após uma discussão entre eles. Em um segundo depoimento à polícia, ele mudou a versão da história e disse que se sentia incomodado com a forma com que Guilherme, que era homossexual, o olhava e o paquerava. “Ele disse que vítima o tinha assediado e que ficou envergonhado. Afirmou que não gostava de homossexual e que o mataria na primeira oportunidade”, afirma o delegado Rivaldo Luz, coordenador regional de Polícia Civil da região.

O adolescente deve ser encaminhado para o cumprimento de medida socioeducativa, mas o jovem de 16 anos está foragido.

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