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“Estamos confiantes com a vacina anti-dengue”, diz diretor do Butantan

Instituto está na terceira fase de produção de medicamento

Por Mariana Oliveira - Atualizado em 1 jun 2017, 16h17 - Publicado em 15 mar 2016, 12h48

A terceira fase da produção da vacina contra dengue comandada pelo Instituto Butantan teve início no último dia 22 de fevereiro. A última etapa do processo envolve 17 000 pessoas em catorze cidades do Brasil, sendo dois centros montados na capital paulista: um no Hospital das Clínicas e outro na Santa Casa. “Dois terços destes voluntários estão sendo imunizados com a vacina e um terço recebe placebo”, explica o professor Jorge Kalil, diretor da organização em entrevista para VEJA SÃO PAULO.

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O grupo continuará vivendo o dia a dia normal e cada pessoa estará sujeita à picada do mosquito de acordo com a sua própria rotina. “Assim iremos saber se há uma proteção normal do vírus da dengue com o uso da vacina”, comenta Kalil. Segundo o diretor, apenas a equipe que cuida diretamente dos voluntários consegue dizer quais deles receberam placebo e quais estão imunizados. “Esse acompanhamento será feito até o momento em que conseguirmos registrar que a vacina funciona para os quatro sorotipos do arbovírus”.

Instituto Butantan - vacina dengue
Instituto Butantan – vacina dengue

A expectativa de duração dos estudos, que começaram em 2008 no Brasil, segundo Jorge Kalil, é de pelo menos mais cinco anos. “Precisamos detalhar vários parâmetros das respostas de imunidade dos voluntários, mas, podemos registrar a vacina e começar a usá-la antes de terminarmos de analisar todos os 17 000 indivíduos”, diz sobre a possibilidade de termos a distribuição até 2018, de acordo com a última notificação do Ministério da Saúde.

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O diretor aponta desafios científicos e tecnológicos como os principais problemas enfrentados ao longo das outras duas fases. Como produzir em grande quantidade sem deixar o rendimento cair e como estabilizar o vírus foram as principais perguntas das etapas anteriores. Agora, porém, o andamento da vacina é visto de forma positiva pela equipe de produção. “Nós estamos muito confiantes porque todos os resultados que alcançamos até aqui nos fazem prever que serão bons os próximos frutos”, arremata o professor.

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