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Internado há um ano e meio, Hélio Almeida Rocha morre à espera de um coração

Entrevistado em reportagem publicada por <strong>VEJA SÃO PAULO</strong> em outubro, corintiano fanático de 54 anos teve insuficiência cardíaca

Por Redação Veja São Paulo
Atualizado em 5 dez 2016, 15h26 - Publicado em 22 nov 2013, 15h38

À espera de um transplante de coração desde março de 2012, o ex-segurança e corintiano fanático Hélio Almeida Rocha, entrevistado na reportagem “Minha casa é o hospital”, publicada na edição do último dia 16 de outubro da  VEJA SÃO PAULO, morreu aos 54 anos no Hospital do Coração. Segundo a unidade, uma piora no quadro do paciente, que estava internado na UTI coronariana, levou a uma insuficiência cardíaca. Rocha morreu por volta das 8h30 da manhã desta sexta (22). Deixou três irmãos. Ainda não há informações sobre o velório e o enterro. 

O paciente sofria de miocardiopatia isquêmica grave: seu coração não funcionava direito por um problema de oxigenação. Necessitava de um novo. Enquanto aguardava o transplante, precisava receber uma dose alta de medicação e cuidados permanentes da equipe. Por isso, fora uma semana que passou em casa em setembro deste ano, não conseguiu sair de lá nenhuma vez. “Evito olhar a rua pela janela. Me dá muita tristeza ver as pessoas caminhando”, disse à repórter Angela Pinho.

Segundo o médico Guido Marco Caputi, que acompanhava Rocha diariamente, apareceram três doadores nesse tempo, mas os corações não serviam para o corintiano. “Depende de muita coisa, tipo sanguíneo, peso do paciente. Mas ele nunca desistiu. Tinha esperança de que o coração certo chegaria”, explicou, por telefone. “Toda a equipe está muito chateada com a partida dele, médicos, enfermeiros, pessoal da limpeza. Ele era muito querido.”

Torcedor fanático do Corinthians, Rocha só vestia camisas do time desde que foi internado. No quarto onde “morava”, roupas, colar, almofada, brinquedos, travesseiros e chaveiros, tudo levava a estampa do Timão. o ex-segurança acompanhava os jogos pela televisão sob os olhos atentos da equipe médica. Afinal, ele já havia enfartado no Estádio do Pacaembu. Na reta final da Libertadores do ano passado, tentaram sedá-lo para que não sofresse além da conta. Não adiantou. “Deram vários remédios para que eu apagasse, mas não conseguiram”, lembra.

Rocha tinha uma resposta pronta quando lhe perguntam o que faria se chegasse para ele um coração palmeirense: “Não tem problema, pois a alma continuará sendo corintiana”. 

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Assista abaixo à entrevista em vídeo:

 

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