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Governo altera regras para facilitar reabertura econômica em São Paulo

Índice mínimo de ocupação de leitos de UTI para mudança de etapa menos restritiva foi aumentado

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 27 Jul 2020, 17h00 - Publicado em 27 Jul 2020, 16h45

O governo paulista divulgou durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (27) alterações nos critérios técnicos do Plano São Paulo, a diretriz da reabertura econômica no estado durante a pandemia da Covid-19. As mudanças já eram previstas e começam a valer no dia 31.

Houve alterações nos critérios que definem a transição entre as fases da reabertura. Índices como a taxa mínima média de ocupação de leitos de UTI foram aumentados: por exemplo, antes para uma região passar da fase Amarela (a atual da capital paulista) para a Verde, menos restritiva, precisava ter ao menos 60% de ocupação nos leitos; agora, o valor será entre 70% e 75% (ver tabela abaixo).

“Quando iniciamos esse trabalho tínhamos 3 600 leitos de UTI Covid. Hoje o número passa de 9 000 leitos, incluindo também o setor privado, 8 100 sob gestão do estado. Nós dobramos a quantidade de leitos disponíveis, o que nos dá hoje essa flexibilidade de poder contar com a disponibilidade para outras doenças”, disse a secretária do Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, sobre a alteração.

Foram incluídos também valores específicos para o avanço nas fases em alguns critérios. Para uma região sair da fase Amarela e ir para a Verde, o número de mortes deve ser de até 5 óbitos a cada 100 000 habitantes; para internações, entre 30 e 40 a cada 100 000 habitantes. A transição só ocorre, de acordo com Patrícia, se estes índices permanecerem assim por ao menos 14 dias. O que impede, por exemplo, que a cidade de São Paulo vá para a fase Verde neste momento. Antes a regra determinava apenas que tais índices não aumentassem mais do que 0,5% durante 7 dias.

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“O número de internações no município [capital paulista] é entre 70 e 80 internações a cada 100 000 habitantes hoje. Idem óbitos, a gente está colocando o número ali de 5 óbitos a cada 100 mil habitantes e a capital tem um número maior que esse”, disse Patrícia. Os números exatos dos novos critérios mencionados anteriormente ainda estão sendo definidos pelo governo e serão divulgados na terça (28).

Foi ampliada a margem de erro no índice da taxa de ocupação de leitos de UTI: 2,5%. Ou seja, se uma cidade melhorar o índice apenas neste patamar, não avança de fase e o mesmo vale para a regressão.

Nova tabela com a recalibragem anunciada nesta segunda-feira (27):

Governo de SP/Divulgação

Indicadores utilizados antes da recalibragem:

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