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Ex-prefeito Reynaldo Emygdio de Barros morre aos 79 anos

Conhecido como Reinaldão, ele administrou a cidade entre 1979 e 1982

Por Mauricio Xavier [com reportagem de Isabella Villalba] - Atualizado em 5 dez 2016, 18h16 - Publicado em 18 fev 2011, 23h46

Um discreto anúncio publicado pela família no jornal “O Estado de S. Paulo” na última terça-feira informou que, quatro dias antes (11), havia morrido na capital o ex-prefeito Reynaldo Emygdio de Barros, aos 79 anos. As causas não foram reveladas. Conhecido como Reinaldão, ele administrou a cidade entre 1979 e 1982. Foi também secretário de Obras da prefeitura de 1993 a 1996. Nos dois casos, nomeado pelo governador e depois prefeito Paulo Maluf, de quem era uma espécie de trator — tanto pelo porte avantajado quanto pela capacidade de obedecer e operar.

Como o chefe, foi alvo de denúncias de corrupção e cobrança de propinas de empreiteiras, o que sempre negou. Em 1997, sua declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral relacionava um patrimônio estimado em 5 milhões de reais. De uma família de fazendeiros, formado em engenharia, era sobrinho do ex-governador Adhemar de Barros.

Bonachão, voz grossa, Reinaldão às vezes tinha tiradas engraçadas. Chamou de “meia dúzia de três ou quatro” um grupo que protestava contra ele e atribuiu a uma “chuvinha vagabunda” uma das enchentes que castigaram a cidade. Em um dos debates da eleição para o governo do estado em 1982, fez um gesto maroto que ficou famoso: mostrou para a câmera a palma da mão estendida, com os dedos abertos, enquanto afirmava que seu adversário Franco Montoro — que ganharia nas urnas — desfrutava cinco aposentadorias.

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