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Ernesto Paulelli, o “Arnesto” do samba de Adoniran, morre aos 99 anos

Um dos personagens mais famosos da música popular brasileira sofreu uma parada cardiorrespiratória nesta quarta (26); corpo será enterrado no Cemitério do Araçá

Por Redação VEJASÃOPAULO.COM Atualizado em 5 dez 2016, 15h13 - Publicado em 26 fev 2014, 21h16

Personagem imortalizado na música “Samba do Arnesto”, lançada nos anos 50 por Adoniran Barbosa (1910-1982), Ernesto Paulelli morreu aos 99 anos nesta quarta-feira (26), em São Paulo. A morte foi confirmada por sua neta, Regina. Segundo ela, o corpo chega às 23h no Cemitério do Araçá para o velório. O enterro está marcado para as 12h desta quinta (27).

Ernesto havia fraturado o fêmur por causa de uma queda na semana passada. Foi internado no Hospital Sancta Maggiore, na Mooca, e precisou passar por uma cirurgia. Recuperado, saiu da Unidade de Terapia Intensiva nesta quarta, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.

 

Nascido no Brás, Ernesto era violonista. Ele tocou por um ano na rádio Bandeirantes nos anos 30, e se apresentou também na Record a convite de uma amiga. Foi quando conheceu Adoniran, que confundiu seu nome –Ernesto virou Arnesto. Ao corrigí-lo, ouviu do sambista que ele um dia escreveria um samba para ele, o “Arnesto do Brás”.

Duas décadas depois do encontro, Ernesto ouviu o tal samba no rádio. No fundo do quintal da casa onde morava, disse que finalmente Adoniran havia cumprido sua promessa. Emocionado, chorou abraçado à mulher, Alice.

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A música foi lançada em 1955 no compacto de 78 rotações. De um lado, Saudosa Maloca, de outro Samba do Arnesto. O próprio Adoniran Barbosa confirmou que o violonista havia sido a inspiração durante sua participação no programa de Aírton e Lolita Rodrigues, na TV Tupi. A fita, no entanto, foi consumida pelo incêndio no prédio da emissora, em 1978.

Ernesto Paulelli deixa dois filhos, nove netos e nove bisnetos. A família vive atualmente na Mooca, bairro vizinho ao Brás. 

 

 

 

 

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