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Doria reduz em 4,5 bilhões previsão de investimentos para 2017

Prefeitura culpa custo da máquina e a crise econômica

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 16 jul 2017, 11h34 - Publicado em 16 jul 2017, 11h25

A Prefeitura de São Paulo tem recursos para investir só 18% dos 5,5 bilhões de reais previstos para este ano no orçamento da cidade, segundo projeções da Secretaria Municipal da Fazenda.

O volume – cerca de 1 bilhão de reais– será o menor montante de investimentos dos últimos dez anos, em valores nominais (não corrigidos pela inflação). Até julho, 410 milhões de reais já foram gastos em obras e projetos.

O secretário municipal da Fazenda, Caio Megale, diz que a alta de 83% nos gastos comuns (custeio) dos últimos cinco anos e a redução de 1,3 bilhão para 200 milhões de reais na previsão de recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) são justificativas para o desempenho.

Ele cita também gastos de 3 bilhões de reais não previstos no orçamento (feito na administração anterior) e a crise econômica. “Gastou-se nos últimos anos como se não houvesse amanhã”, diz Megale, referindo-se à gestão Fernando Haddad.

O prefeito João Doria afirma que, “neste cenário, de déficit herdado da gestão anterior e da queda na arrecadação, foi preciso priorizar”. Assim, “investimentos vêm sendo realizados com muita seletividade e responsabilidade fiscal”.

Já o ex-prefeito Fernando Haddad rebate. “Investi 17 bilhões de reais no mandato, recorde histórico, em meio a uma recessão de 8%, sem cortar nenhum serviço social, e não vendi nada. E obtive grau de investimento da agência (de risco) Fitch.

Além disso, a assessoria de Haddad contra-argumenta as afirmações de que a prefeitura enfrenta um aumento dos gastos de custeio e falta de verbas. “A gestão Doria confunde rombo orçamentário com frustrações de receitas”, diz a nota. 

  • Com Estadão Conteúdo.

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