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Doria afirma que fará mudanças na tecnologia do bilhete único

Em Seul, prefeito disse que a Samsung iniciará os testes para implementação nos próximos três meses, segundo ele será possível pagar tarifas por celular

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 15 abr 2017, 12h02 - Publicado em 15 abr 2017, 11h55

A empresa de eletrônicos Samsung vai fazer testes em São Paulo para implementar uma nova tecnologia no bilhete único. Os estudos devem acontecer nos próximos três meses e a intenção é implementar o uso de smartphones na hora de pagar as tarifas. “Será possível fazer pagamentos com a simples aproximação do celular, por leitores óticos”, disse João Doria (PSDB).

Questionado sobre qual será a contrapartida para a empresa, o prefeito afirmou que o bilhete único dá acesso a 15 milhões de consumidores, mas garante a privacidade. “Na emissão do bilhete único você já sabe o CPF. As demais informações só serão apresentadas com autorização de cada cidadão.”

Na visita ao Transportation & Information Service, centro de inteligência de transporte em Seul, Doria perguntou quem bancava o sistema. Ao ouvir que seria a prefeitura, brincou: “Nada como ter uma prefeitura que tem dinheiro”.

Visita à Coreia do Sul

Ao chegar anteontem à sede da Korea Investment Corporation (KIC) a agência pública responsável pelo Fundo Soberano sul-coreano, o prefeito foi surpreendido ao ouvir do CEO, Hyun Man Choi, o pedido de um foto “ao lado do futuro presidente do Brasil”. O tucano sorriu e despistou, dizendo que era “apenas o prefeito”. Ao contar o episódio, um auxiliar comenta que as notícias “correm rápido”.

Nas sete reuniões de trabalho em dois dias de missão oficial, Doria foi tratado como chefe de Estado ao buscar investidores para seu plano de privatização. Embaixador do Brasil na Coreia, Luis Fernando Serra reconhece que a agenda “foi mais densa” do que as visitas do gênero. Em seu 10.º posto diplomático, ele não se lembra de um prefeito que tenha buscado recursos de modo tão intenso.

No caso da KIC, a agência demonstrou preocupação com a crise política e relatou perda de dinheiro no Brasil no setor de petróleo e gás. “Com a Lava Jato, o Brasil está sendo passado a limpo. A opinião pública internacional vê isso com bons olhos”, disse o prefeito. Dominada por reuniões com empresários, a agenda do tucano – que recebeu o título de cidadão honorário de Seul – também teve espaço para políticos. Um dos encontros foi com o prefeito Park Won Soon, de um partido de esquerda e que não comunga com privatizações.

Com Estadão Conteúdo

 

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