Descubra Japão: conheça mais detalhes sobre a cultura presente no Brasil

Com eventos, lojas, restaurantes, bares e outros elementos, a essência nipônica se estabeleceu e faz sucesso por aqui

Depois de 111 anos da chegada dos primeiros imigrantes japoneses ao Brasil, a influência do país oriental aqui na capital se faz presente por meio da gastronomia, museus, eventos e personalidades.

CULTURA

Loja Furoshiki, na Japan House São Paulo

Loja Furoshiki, na Japan House São Paulo (Rogério Cassimiro/Divulgação)

JAPAN HOUSE

Inaugurada em 2017 na Avenida Paulista, a Japan House faz parte de uma iniciativa do governo japonês para divulgar as novidades do mundo da arte, design, negócios e tecnologia do país oriental. Tem unidades em Los Angeles e Londres. A filial em São Paulo ocupa 2 500 metros quadrados e foi projetada pelo arquiteto Kengo Kuma. A administração conta que desde a abertura já passaram por lá cerca de 1,5 milhão de visitantes. No edifício, o público encontra exposições, café, lojas, restaurante e um espaço com mais de 1 900 livros sobre temas variados. Entre as mostras que passaram por lá fizeram sucesso, por exemplo, a Architecture for Dogs, que reuniu inusitadas casinhas para cachorro com design de famosos artistas orientais. A entrada é gratuita.

MUSEU DA IMIGRAÇÃO

A nove minutos a pé da Praça da Liberdade fica o Museu da Imigração Japonesa, que está instalado em três andares do prédio da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social. O espaço cultural tem em seu acervo quase 100 000 peças, entre elas vídeos, fotos e itens de vestuário, como quimonos. Chama atenção em um dos pisos uma casa cenográfica com paredes feitas de ripas de madeira. Seu interior com cozinha e dois quartos sem camas reproduz as condições de vida precárias de quem se aventurou a trabalhar aqui nas fazendas de café. Há ainda na coleção uma veste típica de um árbitro de sumô e um painel com informações sobre as colônias no interior do estado.

Monumento à Imigração: marco para celebrar 80 anos

Monumento à Imigração: marco para celebrar 80 anos (Nelson Kon/Divulgação)

MONUMENTO À IMIGRAÇÃO

Uma das principais obras de arte pública da cidade, o Monumento aos 80 Anos da Imigração Japonesa (1998), na Avenida 23 de Maio, próximo ao Centro Cultural São Paulo (CCSP), celebra a influência nipônica no Brasil. O trabalho, de autoria de Tomie Ohtake, fala do fenômeno sem representar autoridades que porventura se destacaram nesse processo nem, menos ainda, recrutar materiais nobres, como mármore e bronze. “São linhas de concreto que flutuam no espaço”, afirma Luise Malmaceda, uma das curadoras do instituto batizado com o nome da artista, que nasceu em Quioto e chegou ao Brasil aos 23 anos.

PAVILHÃO JAPONÊS

Durante o quarto centenário de São Paulo, em 1954, a comunidade nipônica foi homenageada com a inauguração do Pavilhão Japonês. A construção, instalada em uma área de 7 500 metros quadrados, nascia junto com o Parque Ibirapuera, mas sem seguir o traço modernista do arquiteto Oscar Niemeyer. O prédio, com dois pavimentos, foi criado a partir de um projeto do arquiteto Sutemi Horiguchi (1895-1984). A inspiração vem de um estilo arquitetônico chamado shoin, que era típico de casa de samurais. Outra grande referência foi o Palácio Katsura, em Quioto. Até o fim do ano, o espaço não tem nenhuma exposição temporária agendada. Contudo, é possível ver uma mostra permanente por lá, com cerâmicas e armaduras. Pavilhão Japonês. Parque Ibirapuera, Portão 3 ou 10, ☎ 5081- 7296. Quarta, sábado, domingo e feriados, 10h às 12h e 13h às 17h. R$ 10,00.

MISSÃO BUDISTA

Apesar de o bairro da Liberdade ser conhecido por concentrar a maior parte da comunidade japonesa, há outras localidades em São Paulo que também têm forte presença de imigrantes do Japão, como o bairro da Saúde, na Zona Sul. Lá está instalada a Missão Budista Sul-Americana Higashi Honganji, que conta com nove monges. Na área de 1 200 metros quadrados há dois templos, o maior deles com 300 metros quadrados. Os cerca de 500 frequentadores acreditam em uma meditação baseada na escuta das escrituras sagradas. Missão Budista Sul- Americana Higashi Hoganji. Avenida do Cursino, 753, Jardim da Saúde, ☎ 5061-4902. Segunda a domingo, 7h30 às 17h. Grátis.

COMIDA

CAFÉ SABOR MIRAI 

Aberta ao público no começo do mês de junho, a nova cafeteria da Japan House serve a bebida quente e comidinhas típicas japonesas. Por lá os grãos da marca mineira Ipanema Coffees acompanham receitas como o tamago sando, sanduíche de ovo, presunto, pepino e maionese. A casa, sob o comando da empresária Kyoko Tsukamoto, também oferece docinhos como o shiratama azuki, espécie de feijão doce. Não falta o clássico chá verde. Café Sabor Mirai. Avenida Paulista, 52. Terça a sábado, 10h às 20h; domingo 10h às 18h.

89° Coffee Station: receitas japonesas para saborear

89° Coffee Station: receitas japonesas para saborear (Rafael Salvador/Divulgação)

89ºC COFFEE STATION

Qual seria a temperatura ideal para preparar o café? Um estabelecimento na Praça da Liberdade dá seu palpite logo no nome: 89ºC. Por ali, o que chama atenção logo de primeira é a vitrine decorada com guloseimas das mais diversas. Entre conhecidas como o croissant há também receitas japonesas. Podem-se beliscar iguarias como o shirohime, uma musse de chocolate branco com frutas vermelhas, e também mesclar as nacionalidades com uma coxinha de shimeji. Nas bebidas quentes, os cafés, como o japonese drip coffee, seguem técnicas asiáticas na torra, moagem e filtragem.

Estabelecimento de 40 metros quadrados com bons drinques

Estabelecimento de 40 metros quadrados com bons drinques (João Bertholini/Veja SP)

KINTARO

Há que olhar com atenção a Rua Thomaz Gonzaga para localizar a portinha no número 57, que dá acesso ao bar Kintaro. O estabelecimento, com cerca de 40 metros quadrados, conta apenas com duas mesas, que, juntas, acomodam sete pessoas. O restante dos clientes se instala em doze banquetas, distribuídas pelo balcão. O tamanho diminuto é típico dos izakayas, bares nipônicos parentes dos botecos brasileiros. No Japão, é normal fazer uma espécie de maratona por estabelecimentos, coisa que não acontece tanto por aqui. Outro atrativo do Kintaro são os bonecos no caixa e as imagens nas paredes que fazem referência ao sumô. O esporte é uma tradição na família de Wagner Yoshihiro Higuti, 34, um dos proprietários. “Meu pai nasceu no Japão, então, era muito importante para ele que estivéssemos bem inseridos nessa cultura. Além de nos pôr para lutar em um ginásio no Bom Retiro, ele, em casa, só falava japonês”, explica. Vale dizer que da cozinha, comandada pela mãe de Wagner, sai uma carnuda porção de torresmo, além da famosa berinjela com missô.

QUITO QUITO IZAKAYA

Inaugurado em 2013, o Quito Quito leva para o Jardim Paulista os sabores típicos das ilhas de Ogasawara, arquipélago que fica a mais de 1 000 quilômetros ao sul de Tóquio, a capital japonesa. Os irmãos Takahiro e Kao ri Muranaka, sócios no empreendimento, nasceram naquela localidade. “Queríamos abrir um estabelecimento familiar, com a cultura tradicional do Japão”, conta Kaori, que chegou ao Brasil sem conhecer uma palavra em português e desde então sempre trabalhou com gastronomia. Com cardápio manuscrito em japonês e português, o izakaya serve em louça japonesa muito peixe cru, mariscos, carne bovina e frango frito acompanhados de um bom saquê.

Omoide Sakaba: proposta vintage do Japão dos anos 60

Omoide Sakaba: proposta vintage do Japão dos anos 60 (Antonio Milena/Veja SP)

OMOIDE SAKABA

No bairro da Saúde, o Omoide Sakaba traz uma proposta vintage: espelhar-se ao máximo nos izakayas dos anos 60. Desde os petiscos até o horário de funcionamento, é parecido com os tradicionais bares japoneses: abrem as portas somente à noite. No estabelecimento foi preciso contratar garçons que falassem japonês fluentemente — grande parte do público tem origem nipônica. A casa abriu as portas em 2017, e, apesar de o local ser conhecido por exibir videoclipes de clássicas músicas japonesas, agora a promessa é a inauguração de um novo ambiente no subsolo. Será um karaokê, e, mesmo a proposta sendo focar o público oriental, ele também deve contar com alguns sucessos internacionais na playlist.

COMÉRCIO

Japorama Store: recente abertura

Japorama Store: recente abertura (Divulgação/Divulgação)

JAPORAMA

Inaugurada no fim do ano passado, a Japorama lota suas estantes com mangás para todas as idades. Por trás da fachada de vidro, as paredes decoradas com famosos personagens japoneses guardam obras de aventura, fantasia, suspense e romance. Os fãs lotam as sacolas com exemplares de séries como The Seven Deadly Sins, Boa Noite Punpun, My Hero Academia e Akira. Apesar de a loja ser da Editora JBC, também é possível encontrar nas prateleiras títulos de outras marcas. Japorama. Rua Loefgren, 1291, Vila Clementino. Segunda a sexta, 10h às 18h; sábado, 10h às 14h.

ACADEMIA KYTO

Na Vila Leopoldina, a Academia Kyto ensina artes marciais variadas, desde práticas difundidas como o judô e o caratê até o iaijutsu, arte samurai de saque de espadas. Por lá as mensalidades ficam na faixa dos 240 reais. Fundado em 1984 pelo medalhista pan-americano de judô Sumio Tsujimoto, o local é aberto a interessados de todas as idades. “Temos alunos de 3 a 70 anos”, conta Tsujimoto. O foco é a construção do caráter. “As artes marciais carregam uma forte missão filosófica”, explica ele. Atualmente com 250 alunos, a escola conta com professores que já foram pupilos do fundador. Academia Kyto. Rua Paulo Franco, 105, Vila Leopoldina.

Ideal para procurar acessórios e roupas tradicionais

Ideal para procurar acessórios e roupas tradicionais (Pat Keda/Divulgação)

JAPONIQUE 

Lojinha de presentes voltada para itens da cultura japonesa, a Japonique foi inaugurada em 2007. Em seu início, o foco eram itens mais em conta, como os maneki neko — os gatinhos da sorte japoneses —, até incensos e amuletos protetores. Atual mente o estabelecimento produz também uma linha de roupas e acessórios: desde quimonos de variados tipos até bolsas. Além do comércio, por ali a loja promove eventos sobre a cultura japonesa. Japonique. Rua Girassol, 175, Vila Madalena. Segunda a sexta, das 10h30 às 19h30; sábado, 10h às 18h.

EVENTOS

Anime Friends reúne adoradores de mangás e outros elementos da cultura pop oriental

Anime Friends reúne adoradores de mangás e outros elementos da cultura pop oriental (Divulgação/Divulgação)

ANIME FRIENDS

Chegando à sua 16ª edição, o Anime Friends, evento de cultura pop oriental que ocorre em São Paulo e no Rio de Janeiro, reuniu em 2018 cerca de 50 000 pessoas no Pavilhão de Exposições do Anhembi. No encontro deste ano, que acontece no mesmo local entre 12 e 14 de julho, a festança reúne shows de nomes como a cantora Mika Kobayashi e o grupo Ultraman Heroes. Também haverá palestras com personalidades influentes entre os fãs da cultura nipônica, como o dublador Alfredo Rollo, que participou de animes como Pokémon e Cavaleiros do Zodíaco, e os atores Takumi Tsutsui e Takumi Hashimoto, que fizeram parte do elenco da série Jiraya: o Incrível Ninja. Anime Friends. Pavilhão de Exposições do Anhembi. Avenida Olavo Fontoura, 1209, Santana. 12 a 14 de julho. R$ 160,00.

Cerejeira do Parque do Carmo, na Zona Leste de São Paulo

Cerejeira do Parque do Carmo, na Zona Leste de São Paulo (Divulgação/Divulgação)

FESTIVAL DAS CEREJEIRAS

Em 2019, será realizada a 41ª edição do Festival das Cerejeiras, que deverá receber cerca de 100 000 pessoas. O evento, marcado para 2, 3 e 4 de agosto, ocorre no Parque do Carmo, sobre as raízes de mais de 4 000 exemplares dessa árvore. “No início, nossa intenção era matar a saudade do Japão. Agora, também estamos focados em aproximar as pessoas da natureza”, afirma Roberto Sekiya, 44, um dos integrantes da associação que organiza o festival. Na terra do sol nascente, a floração dessa espécie marca o começo de um novo ciclo. Uma pétala caída ao acaso na cabeça de um distraído, por sua vez, é sinal de que um pedido importante vai ser atendido. Além do convite ao bate-papo e à contemplação, o festival traz apresentações musicais e de dança, bem como barraquinhas de comida, com pratos típicos, como sushi, sashimi e sakura moti, doce feito com a folha da cerejeira. Festival das Cerejeiras. Parque do Carmo, portão 3. Avenida Osvaldo Pucci, s/nº, Itaquera. Sexta (2), 12h às 17h; sábado (3) e domingo (4), 9h às 17h. Grátis.

Festival do Japão chega à 22 edição

Festival do Japão chega à 22 edição (Shimono Fotografia/Divulgação)

FESTIVAL DO JAPÃO

Gastronomia, artes marciais, música e oficinas. Isso é um pouco do que promete a 22ª edição do Festival do Japão, marcada para ocorrer de sexta (5) a domingo (7), no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center. Em 2019, o evento tem como principal atração estandes que oferecem pratos típicos das 47 províncias japonesas. De Okinawa, por exemplo, pode-se provar o sata andagi, um bolinho de chuva que pode levar cascas de laranja e gergelim. De Tóquio, uma das opções é o katsu sando, um sanduíche de filé de porco à milanesa, típico das ruas da capital japonesa. Há ainda um concurso de cosplay no domingo (7), às 17h. Festival do Japão. São Paulo Expo Exhibition & Convention Center. Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, Água Funda. Sexta (5), 11h às 21h; sábado (6), 9h às 21h; domingo (7), 9h às 18h. R$ 22,00 (antecipado), R$ 28,00 (bilheteria).

Tanabata Matsuri, festividade tradicional do Japão no Brasil, no bairro da Liberdade

Tanabata Matsuri, festividade tradicional do Japão no Brasil, no bairro da Liberdade (Adriano Suzuki/Divulgação)

TANABATA MATSURI

Nos dias 13 e 14 de julho, o Tanabata Matsuri mudará a cara da Praça da Liberdade e das ruas nos arredores: oitenta hastes de bambu, com altura entre 2 e 13 metros, surgirão no pedaço. Nos espigões, serão pendurados papéis coloridos nos quais as mais de 200 000 pessoas esperadas deverão escrever seus desejos. Quem atende aos pedidos, segundo uma lenda japonesa, são as estrelas Altair e Vega, que ocupam dois cantos opostos na Via Láctea. Elas representariam o casal formado pela princesa Orihime e pelo criador de gado Hikoboshi que foi separado pelo pai da moçoila por ter se deixado inebriar pela paixão. É também o patriarca que mais tarde permite que os dois se encontrem uma vez por ano. É justamente nessa data que o evento, também chamado de festival das estrelas, ocorre. Fora a história celestial, haverá apresentações de taiko — percussão japonesa — e um show internacional com a cantora Mic, de Nagoia. Tanabata Matsuri. Praça da Liberdade. Sábado (13), 10h30 às 19h; domingo (14), 10h30 às 18h. Grátis.

PERSONALIDADES

Curador-chefe do Instituto Tomie Ohtake: Paulo Miyada

Curador-chefe do Instituto Tomie Ohtake: Paulo Miyada (Renato Pizutto/Divulgação)

PAULO MIYADA

Curador-chefe do Instituto Tomie Ohtake e curador adjunto da 34ª Bienal de São Paulo, que acontece em 2020, o paulistano Paulo Miyada, 33, é um dos nomes mais expressivos da nova geração da arte brasileira. Sua família, como tantas outras por aqui, congrega duas ascendências: a japonesa e a portuguesa. Essa mistura o colocou em um lugar fronteiriço, considerando a forma como é percebido. “No Brasil, as pessoas te leem como japonês. Mas no Japão você é brasileiro. Na Europa, a coisa se complica, porque você não corresponde à ideia que eles têm de quem nasce aqui”, explica. Outro dado da história de Miyada é que ele teve pouca convivência com a cultura nipônica nos seus primeiros anos, pois seu avô, que chegou aqui ainda bebê, em 1928, perdeu o contato com a comunidade japonesa. “Fiquei mais próximo a partir da adolescência, quando aprendi um pouco do idioma e comecei a ler mangás e ver anime”, afirma.

Reconhecida pela internacionalização da marca Havaianas: Angela Hirata

Reconhecida pela internacionalização da marca Havaianas: Angela Hirata (Renato Pizutto/Divulgação)

ANGELA HIRATA

Em um sobrado no bairro do Morro dos Ingleses, Angela Tamiko Hirata, 75, executiva famosa pela internacionalização da marca Havaianas, recarrega as baterias. Lá ela preserva a memória de sua família em um altar com fotos dos pais e do irmão, que já a deixaram. Na parede estão retratos de seus avós paternos, que chegaram ao Brasil em 1929. “Meu avô era afetuoso e aventureiro, dedicou-se à lavoura. Minha avó era mais fria. Ela vinha de uma família de samurais com muitas posses, ficou desolada com as condições precárias daqui e entrou em depressão”, diz Angela, que deixou sua cidade natal, Marília (SP), para estudar na USP.

Yukata Toyota: artista plástico

Yukata Toyota: artista plástico (Gilberto Evangelista/Divulgação)

YUTAKA TOYOTA

O artista plástico Yutaka Toyota, 88, chegou ao Brasil em 1958. A viagem de navio durou sessenta dias, e dessa aventura ele guarda na memória a primeira vez que viu o Rio de Janeiro. “Eram 9 da manhã, surgiram o Corcovado e o Pão de Açúcar. Fiquei encantado.” O deslumbre percorreria sua experiência por aqui. Motivado pelo desejo de dedicar-se à arte, ele deixou uma carreira burocrática no Japão para se fixar em São Paulo e naturalizar- se brasileiro. Em 2018, a retrospectiva de sua produção no Museu de Arte Brasileira (MAB), da FAAP, foi premiada pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).

Toshio Shimada: tatuador clássico

Toshio Shimada: tatuador clássico (Divulgação/Divulgação)

TOSHIO SHIMADA

Tatuador desde os 10 anos, Toshio Shimada, 43, coleciona clientes fiéis em seu estúdio na Rua Galvão Bueno. Referência no estilo tradicional japonês de tatuagem, o wabori, ele trabalhou no Japão durante vinte anos antes de abrir seu negócio por aqui. “Meu pai me ensinou a técnica. Ele tem 70 anos e ainda faz tatuagens”, diz. Shimada começou a atuar profissionalmente na Província de Gunma-ken, local do Japão com maior concentração de imigrantes do Brasil. Em 2014 voltou ao país onde nasceu. Apesar de ser referência mundial no estilo, ele próprio não tem tatuagens no corpo. “Tive vontade de fazer na adolescência, hoje não tenho interesse.” O artista mantém estúdios de tatuagem no Japão e foi premiado em diversos países europeus. Uma “rabiscada” com ele sai por no mínimo 900 reais. “Em cada sessão com o cliente eu tatuo pelo menos um braço inteiro”, explica.

Publicado em VEJA SÃO PAULO de 03 de julho de 2019, edição nº 2641.

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