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Acusado de homicídio doloso, cunhado de Ana Hickmann é absolvido

Gustavo Correa corria o risco de passar de 6 a 20 anos da prisão pela morte do homem que orquestrou a morte da apresentadora; cabe recurco

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 3 abr 2018, 18h16 - Publicado em 3 abr 2018, 17h54

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais absolveu nesta terça (3) Gustavo Correa, cunhado de Ana Hickmann. Ele respondia acusações de homicídio doloso (quando há intenção de matar) contra o homem que invadiu armado o quarto de hotel onde estava a apresentadora.

O caso aconteceu em maio de 2016. Rodrigo Augusto de Pádua com um revólver carregado com cinco balas e abordou Gustavo ordenando que ele o levasse ao quarto onde Ana e a mulher dele, Giovana, estavam. Após um disparo que atingiu a esposa, ele lutou no chão com Pádua pela posse do revólver. Gustavo disse à polícia que conseguiu apontar a arma para a cabeça do agressor, disparou dois tiros na região da nuca. O agressor morreu na hora.

A ação foi alvo de denúncia do Ministério Público. Em dezembro do ano passado, o promotor de Justiça Francisco Santiago afirmou a intenção de pedir pena de seis a vinte anos de prisão por Gustavo ter extrapolado o uso da legítima defesa, configurando homicídio. 

A juíza Âmalin Aziz Sant’ana, considerou a luta pela arma, a  tensão do réu e ausência de fatos que comprovem que Gustavo que estivesse no controle da situação. “Ficou demonstrado, durante a instrução do feito, que os disparos efetuados pelo réu foram sequenciais, e não efetuados da forma como narrado na denúncia [do MP], que dizia que isso ocorreu com a vítima já desfalecida no solo, impossibilitada de oferecer qualquer resistência”, disse.

A sentença também o livra de ir a júri popular. Ambas as partes ainda podem recorrer.

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