Confira relação de itens encontrados em propriedade ligada a João de Deus

Além de R$ 1,2 milhão em espécie, mala guardava muitos outros itens

A Polícia Civil de Goiás informou neste sábado (22), que dentro da mala apreendida em operação realizada ontem, em um dos endereços ligados a João Teixeira de Faria, o médium João de Deus, havia R$ 1,2 milhão em espécie, US$ 908 e 770 euros. Também foram encontrados um revólver calibre 38, uma algema e pouco mais de 100 pedras que ainda terão de ser periciadas pela autoridade policial.

João de Deus: ele está preso desde o último domingo

João de Deus: ele está preso desde o último domingo (Mario Rodrigues/Veja SP)

As informações divulgadas neste sábado são complementares às apresentadas em coletiva de imprensa na tarde de sexta-feira. Entre os locais das apreensões está a Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, onde ele fazia os atendimentos espirituais. Na relação de itens apreendidos pela Polícia Civil constam:
– 20 pedras de tonalidade champanhe amarronzado de tamanhos diversos;
– 13 pedras transparentes de tamanhos variados;
– 17 pedras de tonalidade champanhe clara e algumas transparentes, tamanhos diversos;
– 42 pedras de tonalidade champanhe clara e amarronzada e tamanhos diversos;
– 7 pedras de cores verdes e esbranquiçadas de tamanhos diversos;
– 11 pedras de cores e tamanhos diversos em um saco plástico de cor transparente;
– 1 saco transparente de numeração 56 contendo pedras de tamanhos e cores diversas;
– 1 saco transparente de numeração 94 contendo pedras de tamanhos e cores diversas;
– 1 saco transparente de numeração 112 contendo pedras de cor preta e tamanhos diversos;
– 1 caixa de cor branca contendo duas pedras de cores verdes;
– 1 pasta de cor transparente contendo 35 caixas pequenas de cor branca, todas contendo
– pedras pequenas e lapidadas de cores diferentes;
– 1 revólver .38, Smith Wesson, nº 64652;
– 1 coldre de cor preta;
– 1 algema de nº 102710;
– 770 euros;
– US$ 908;
– R$ 1.212.110,00.
PRESO – O médium está preso desde o último domingo. Sua prisão havia sido determinada no dia 14 de dezembro, a pedido do Ministério Público e da Polícia Civil de Goiás, depois que mais de 330 mulheres, de vários Estados e pelo menos seis países, prestaram depoimento acusando o religioso de cometer abuso sexual durante atendimentos prestados em seu centro espiritual. A defesa afirma que João de Deus é inocente.
Na semana passada, a Polícia Civil e o Ministério Público de Goiás receberam denúncia de que o médium pode ter ligação com um negócio de falsas pedras preciosas. A informação chegou à força-tarefa por meio de uma testemunha, mantida em sigilo, e gerou a abertura de um novo inquérito. Se a suspeita for confirmada, João de Deus pode responder também por estelionato.
Questionado sobre o assunto em seu depoimento no domingo, o líder religioso negou participação em esquema de venda de falsas pedras preciosas. O médium é conhecido por atuar no ramo do garimpo, extração e lapidação de pedras. Alguns desses cristais são oferecidos, inclusive, a seus seguidores na Casa Dom Inácio de Loyola.
Na sexta-feira, o juiz Liciomar Fernandes da Silva, do Tribunal de Justiça de Goiás, acatou novo pedido de prisão preventiva contra o médium. A nova prisão foi decretada por suposto porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e restrito.
Na decisão de sexta-feira, Silva afirmou que a prisão preventiva é “necessária para a garantia da ordem pública, em razão da gravidade concreta do crime, em face da grande quantidade de armas e munições que o investigado mantinha em sua posse”. Entre as seis armas encontradas na residência de João de Deus, uma delas estava com a numeração raspada.
O magistrado ainda destacou que a liberdade do médium poderá abalar “a paz e a tranquilidade no meio social, vez que essa liberdade servirá de incentivo para que outros indivíduos venham a praticar crimes de mesma natureza, além de permitir que ele continue a delinquir, o que justifica a restrição da liberdade”.
Na última semana, a Polícia Civil de Goiás encontrou, a partir de mandados de busca e apreensão, aproximadamente R$ 405 mil em dinheiro vivo na residência do médium. A quantia estava em um fundo falso de um guarda-roupa, onde também foram encontradas cinco armas, espalhadas por gavetas e outros espaços, sendo uma delas com a numeração raspada.
De acordo com o Centro de Apoio Operacional Criminal do Ministério Público do Estado de Goiás, foram feitos 596 contatos pelo e-mail criado pela instituição especificamente para essa investigação. Deste total, foram identificadas 255 possíveis vítimas do médium, tendo sido ouvidas formalmente 75 em Goiás e em outros Estados. A reportagem entrou em contato com a defesa do médium, mas não obteve resposta até a conclusão deste texto.

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