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Com demanda maior, prefeitura faz seleção para atender usuário

De acordo com a Secretaria de Assistência Social, procura pelo serviço triplicou, chegando a mais de 1 000 atendimentos por dia

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 16 Jun 2017, 15h27 - Publicado em 16 Jun 2017, 15h25

Desde a tarde de quinta-feira (15), os usuários e moradores de rua que se interessarem pelo acolhimento da prefeitura nos contêineres de atendimento, próximos à Praça Princesa Isabel, precisam se dirigir antes até um posto na Rua Helvétia e conseguir de um assistente social uma guia de encaminhamento. Antes, era só pegar uma senha para obter vaga em um dos 100 leitos do local. Desde a operação policial que tirou viciados e traficantes da região da Helvétia e Alameda Dino Bueno, no fim de maio, a praça se transformou na “nova” Cracolândia.

O secretário de Assistência Social, Filipe Sabará, disse ao portal G1 que a mudança ocorreu devido à maior procura pelo serviço. De acordo com ele, a unidade foi instalada para o atendimento de dependentes químicos; no entanto, pessoas em situação de rua também passaram a procurar o local em busca de alimentos. Com isso, a demanda triplicou, chegando a mais de 1 000 atendimentos por dia.

A prefeitura, por meio de nota, informou a VEJA SÃO PAULO que as equipes estão organizando o uso do espaço para atender o público-alvo da Praça Princesa Isabel, e que o pedido de encaminhamento permite o controle de suprimentos, como refeições e cobertores. “As medidas estão sendo testadas e observadas por profissionais”, diz a nota. Ainda conforme o comunicado, o modelo não é definitivo e pode ser alterado após avaliação no fim de semana.

A prefeitura informa também que serão criadas mais 280 vagas emergenciais na região da Luz.

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Os contêineres foram implantados no último dia 8 em um terreno da Guarda Civil Metropolitana. Eles pertencem a uma rede farmacêutica e foram emprestados à prefeitura pelo menos até o fim do ano.

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