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Doria toma posse em cerimônias na Câmara e no Teatro Municipal

Novo prefeito garantiu que fará um "governo para todos"

Por Mariana Rosário Atualizado em 1 jan 2017, 19h42 - Publicado em 1 jan 2017, 16h41

A cerimônia na Câmara Municipal de São Paulo começou um atraso de 30 minutos. Apesar do tapete vermelho na entrada, João Doria (PSDB) não utilizou a portaria principal para adentrar à Câmara. Além do novo prefeito, ocuparam a mesa o vice-prefeito Bruno Covas, o presidente da Assembleia Legislativa Fernando Capez, o vereador Mário Covas Neto e outros políticos aliados. Eduardo Suplicy (PT), o vereador mais votado na última eleição e também o mais velho da casa, presidiu a sessão.

Suplicy iniciou sua fala relembrando o apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT), mas afirmou estar disposto a manter “o diálogo e o respeito” com o novo prefeito. “Ele teve 3 milhões de votos na capital, três vezes mais que eu, que fui o mais votado”.

Na sessão da Câmara, tomaram posse também o vice-prefeito, Bruno Covas (PSDB), e os 55 vereadores. Cinco suplentes assumiram o cargo no lugar de vereadores eleitos que deixaram o posto para comandar secretarias do governo municipal. Os suplentes empossados foram Abou Anni (PV), Caio Miranda Carneiro (PSB), Dalton Silvano (DEM), Quito Formiga (PSDB) e Rodrigo Gomes (PHS). Já os vereadores que assumirão as pastas municipais são Soninha Francine (PPS), Patrícia Bezerra (PSDB), Eliseu Gabriel (PSB), Daniel Anneberg (PSDB) e Gilberto Natalini (PV).

O vereador Reis, do PT, ao assumir o microfone para declarar o aceite ao novo mandato, causou o único momento tenso da cerimônica ao afirmar: “A cidade não será vendida”.

Ao final, Doria dispensou um discurso formal e tomou a palavra em tom de descontração, fazendo piadas com Mario Covas Neto e Eduardo Suplicy, que são “peixe”, torcedores do Santos como ele. Ao ouvir um pequeno ruído no plenário, Doria deu um sorrisinho e disse “apenas uma provocação”.

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Em seguida, rapidamente, Doria falou sobre os planos da nova gestão. “Repito aqui, sou gestor e farei gestão à frente da cidade de são Paulo”. O novo prefeito reforçou ainda que vai governar para todos em São Paulo. “Respeito ao diálogo, estar sempre abertos aos diálogos, não importa se são de oposição, não a nada que substitua o diálogo”.

Doria ainda reforçou um de seus compromissos de campanha, que é manter o diálogo aberto com a Câmara. “O poder executivo respeita o poder legislativo. O prefeito estará uma vez por mês despachando aqui na câmara, como prometido em campanha”. Por fim, fez questão de citar o Cidade Limpa, dizendo que amanhã, às 6 horas, começa a limpar a cidade, vestido de gari, “com muita humildade”.

Teatro Municipal: na sequência, João Doria foi para o próximo compromisso do dia, a transferência de cargo. O evento começou às 17h no Teatro Municipal da Cidade onde um tapete azul aguardava o tucano. Ao lado de fora, taxistas e populares protestavam com faixas, cartazes e até bandeiras do Brasil.

Cerimônia de transmissão do cargo de Haddad para Doria no Teatro Municipal: tapete azul na entrada (Crédito: RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)
Cerimônia de transmissão do cargo de Haddad para Doria no Teatro Municipal: tapete azul na entrada RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Do lado de dentro, um dos primeiros a discursar foi ex-prefeito Fernando Haddad, que falou sobre o processo de transição entre as duas gestões. “Você poderá realizar todas suas promessas, pois vai receber a cidade com um terço da dívida que herdei”, disse.

O prefeito Doria falou em dois momentos, relembrou promessas de campanha, como não concorrer à reeleição em 2020, o projeto Cidade Linda e a criação de um conselho com os ex-prefeitos. “Nunca ofendi nenhum dos meus adversários, mesmo sendo aconselhado a fazer o contrário”, afirmou em determinado momento.

Apesar de toda formalidade, a cerimônia foi marcada por uma série de intervenções da plateia — um dos convidados, chegou a gritar “Tchau, querido!” enquanto Fernando Haddad saia do palco. A formalidade também foi deixada de lado no momento em que o maestro João Carlos Martins regeu uma pequena orquestra no Tema da Vitória imortalizado nas pistas por Ayrton Senna e usado por Doria em sua campanha.

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