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Carga de remédios para câncer é roubada em São Paulo

Carregamento é avaliado em 5 milhões de reais

Por Redação VEJA São Paulo - 27 Dec 2016, 20h39

Uma carga de medicamentos contra o câncer, avaliada em 5 milhões de reais, foi roubada na Mooca, Zona Leste, quando era transportada para a Fundação para o Remédio Popular, em Guarulhos. 

O Instituto Vital Brazil (IVB), laboratório produtor do remédio, ligado à Secretaria de Estado de Saúde do Rio, informou que o crime ocorreu em 16 de novembro, mas somente dez dias depois foi notificado pela transportadora.

O IVB vai processar a empresa Airway Transporte.

“Dez dias depois do ocorrido fomos informados de que houve um extravio. Somente cinco dias mais tarde a transportadora disse que havia ocorrido roubo. Nossa abordagem teria sido completamente diferente, teríamos mobilizado a imprensa, porque essa carga não tem valor comercial”, afirmou o presidente do IVB, Edmilson Migowski.

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O medicamento Imatinibe é usado para leucemia mieloide crônica e tumor de intestino. “Nossa preocupação maior foi em relação ao risco de desabastecimento. Mas o Ministério da Saúde tinha estoque estratégico e tínhamos parte do produto já pronto. Não faltou medicamento para os pacientes de São Paulo”, afirmou Migowski.

De acordo com a Airway, a carga de 86 mil comprimidos saiu do depósito em um Fiat Fiorino descaracterizado, e o motorista foi rendido por homens armados, na tarde de 16 de novembro, na Mooca. O veículo era operado por uma empresa representante da Airway em São Paulo.

“A Polícia Civil acredita que os assaltantes sabiam o que era transportado”, afirmou o advogado da Airway Transporte, Cristiano de Freitas Fernandes. “A empresa representante da Airway nos informou que a carga havia sido roubada às 13h30, mas o Boletim de Ocorrência registra que o assalto foi às 15h30. Essa contradição precisa ser esclarecida”.

Segundo Fernandes, houve “ruído de comunicação” com o Vital Brazil. “Não foi comunicado extravio. O roubo foi informado por telefone ao Vital Brazil no dia em que ocorreu. Como essa informação chegou ao presidente internamente não podemos dizer”, afirmou.

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Com Estadão Conteúdo

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