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Capital tem dois protestos contra o golpe militar de 1964

Manifestantes se reuniram na Avenida Paulista e no Parque do Ibirapuera em atos realizados na data em que o início da ditadura completou 55 anos

Por Redação VEJA São Paulo - 31 Mar 2019, 18h39

Dois atos realizados na capital neste domingo (31) marcaram, em forma de protesto, o dia em que o golpe que instaurou a ditadura militar no Brasil completou 55 anos.

Manifestantes protestaram por duas horas em frente ao Masp, na Avenida Paulista, na região central. Um boneco, inspirado em Carlos Alberto Brilhante Ustra, que comandou o famigerado DOI-CODI, braço da repressão durante a ditadura, foi incendiado.

Já no Parque do Ibirapuera, na Zona Sul, foi realizada a “Caminhada do Silêncio”, entre a Praça da Paz e o monumento em homenagem aos mortos e desaparecidos na ditadura, obra projetada pelo arquiteto Ricardo Ohtake, que traz nomes de vítimas do período.

Os protestos ocorreram dias após o presidente Jair Bolsonaro determinar ao Ministério da Defesa que fizesse as “comemorações devidas” pelos 55 anos do golpe.

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A Justiça Federal chegou a proibir, seguindo um pedido da Defensoria Pública da União, que o golpe fosse celebrado pelas Forças Armadas. No entanto, outra decisão, também da Justiça Federal, liberou as comemorações.

A ditadura militar durou entre 1964 e 1985, período em que não houve eleição direta para presidente. Nestes 21 anos, o Congresso Nacional chegou a ser fechado, houve censura à imprensa e ao menos 434 pessoas, segundo a Comissão Nacional da Verdade, foram mortas pelo regime.

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