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Bolsonaro chama Doria de ‘patife’ por restrições; governador ironiza

"É muito amor pela minha calça apertada", rebateu Doria

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 10 abr 2021, 17h41 - Publicado em 10 abr 2021, 17h40

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a criticar na manhã deste sábado (10) restrições mais duras para a circulação de pessoas, fechamento de comércio em alguns estados devido à pandemia e disparou ofensas contra o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), chamando-o de ‘patife’ diversas vezes.

“Viver num país que um governador como o de São Paulo faz um decreto que fecha tudo. O comércio de São Paulo está todo à venda ou passando o ponto. O pessoal do Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) me falou que não plantam mais tomate porque não estão vendendo, os bares, restaurantes fecharam… Quando voltar a abrir, o preço do tomate vai estar caro, aí o governador vai culpar a inflação para cima de mim. Então esses, como esse patife, querem é quebrar o estado, quebrar o Brasil para depois apontar o responsável. Esse patife que usou meu nome para se eleger”, disse Bolsonaro.

Doria, por sua vez, pediu calma ao presidente e decidiu rebater os comentários no Twitter usando um tom cômico. “Caaaaalma, Jair Bolsonaro. Pelo jeito, a primeira dose da vacina antirrábica não foi suficiente. É muito amor pela minha calça apertada”, diz o post. Confira as respostas:

A expressão “calça apertada” faz referência ao apelido atribuído pelo presidente ao governador tucano. Em dezembro do ano passado, Bolsonaro chamou Doria de “calcinha apertada“.

Durante a semana, o perfil já havia citado a vacina antirrábica – usada contra a raiva – para responder outro comentário do presidente, depois que Doria foi chamado de “vagabundo” por Bolsonaro. “Calma, Jair Bolsonaro. Além da Coronavac, o Butantan é especialista na antirrábica. Fique tranquilo, vou te vacinar”, disse o governador na rede social.

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