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Blocos ignoram pedido da Prefeitura de SP e não avisam que vão para a rua

Praça Aureliano Leite, na Água Branca, estava cheia de lixo na manhã desta sexta

Por Redação VEJA São Paulo 22 abr 2022, 20h59

Mesmo após pedidos da secretária de Cultura da cidade de São Paulo, Aline Torres, nenhum bloco de rua que resolveu desfilar neste fim de semana comunicou à subprefeitura da sua região. As informações são da Folha.

Em reunião com lideranças dos blocos na quarta-feira (20), ela pediu que os coletivos informassem às subprefeituras o local e o horário planejados, para que uma limpeza nas ruas seja feita no fim das atividades.

Em nota à Folha nesta sexta-feira (22), a Prefeitura de São Paulo disse que ninguém fez isso. “A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSUB), informa que nenhum bloco de rua comunicou a intenção de ocupar as vias com desfiles”, diz o texto.

A reportagem procurou a administração municipal após constatar que a praça Aureliano Leite, na Água Branca, estava cheia de lixo na manhã desta sexta. Havia latas e garrafas de bebidas e restos de embalagem como plástico e papelão, além de cacos de vidro e preservativo.

Na noite de quinta, o bloco Baco do Parangolé reuniu foliões no local. A organização do coletivo contratou uma empresa para fazer a coleta de resíduos. Mas não foi suficiente diante da elevada quantidade de pessoas e, consequentemente, do lixo gerado.

“Eu trabalho aqui, passo de segunda à sexta nesse horário, e nunca vi a praça tão suja assim. Eu sabia da existência do bloco, mas essa sujeira é a primeira vez. O pessoal costuma caminhar aqui, passear com cachorro e isso atrapalha”, afirmou o técnico de informática Mário Conde, 53.

Em outros dois locais que receberam blocos nesta quinta, um na rua Barra Funda e outro na praça Rio Campos em Perdizes, não havia sujeira.

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Lucineide Mesquita mora próximo da praça Rio Campos e elogiou o empenho dos responsáveis pelo bloco Saia da Chita. “O pessoal foi muito organizado, cauteloso e fizeram uma limpeza da praça ontem [quinta] à noite”, diz.

A manicure Maria Crispin, dona de um salão em frente à praça, trabalhou mesmo com o cortejo do bloco Saia da Chita. “Eles foram muito cuidados, consegui atender a clientela.”

No Carnaval de rua compete à prefeitura realizar todo o serviço de limpeza das vias públicas e instalar equipamentos como banheiros químicos, além de solicitar operações especiais da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), da Polícia Militar e da GCM (Guarda Civil Metropolitana).

Em janeiro deste ano, em razão da alta incidência de contaminação do coronavírus com a variante ômicron, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) cancelou a folia de rua.

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