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Bar Léo reabre na quarta (22), às 11h em ponto

Fechado em março sob acusação de fraudes e problemas financeiros, tradicional boteco do centro volta à ativa sob administração do grupo que cuida do Bar Brahma

Por Bruno Cesar Dias Atualizado em 5 dez 2016, 16h57 - Publicado em 17 ago 2012, 18h47

Boêmios de plantão têm mais um motivo para brindar. Na quarta (22), o Léo, um dos bares mais tradicionais de São Paulo, volta a abrir as portas na esquina das ruas Aurora e Andradas, no centro. Às 11 horas em ponto, como acontecia desde a inauguração, em 1940, até março deste ano, quando a casa foi fechada por causa de uma denúncia de falsificação do célebre chope servido ali.

+ Saiba o que motivou o fechamento, em março

A nova fase do Léo estará sob administração da Fábrica de Bares, o mesmo grupo responsável pela recuperação de outro famoso endereço do centro, o Bar Brahma, além de endereços como Brahma Aeroclube e O Torcedor. “Fomos convidados por um curador escolhido pelo Poder Judiciário e fizemos a proposta de arrendamento”, explica Cairê Aoas, diretor da empresa. A proprietária, no entanto, continua a ser a Dona Célia, que herdou a casa de seu falecido marido, Hermes de Rosa. Os valores da transação não foram divulgados.

+ Luiz de Oliveira, 90 anos

+ Como harmonizar cerveja com comida de boteco

Pouca coisa muda no Léo nesta fase de ressurgimento. Os funcionários foram convidados a voltar ao batente. Entre eles, Luiz de Oliveira, de 91 anos, tirador de chope e empregado mais antigo na casa. Cerca de 70% dos empregados aceitou o retorno. No cardápio, tudo continua imutável. Os tradicionais bolinhos de carne e bacalhau, assim como os canapés, serão servidos a partir de quarta-feira. “Só vamos ficar mais atentos à execução dos pratos e ao serviço”, diz Cairê Aoas.

Para relembrar a importância do Bar Léo, depoimentos com antigos clientes e funcionários foram gravados e serão transmitidos em modernos monitores de TV instalados pela casa. Entre eles, Roseli Coelho, 50 anos, considerada a primeira mulher a frequentar a casa, na década de 90 – antes disso, o bar sequer tinha banheiro feminino.

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