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Mortes naturais na capital são 40% maiores do que em anos anteriores

Análise foi feita por Paulo Lotufo, epidemiologista e professor da USP

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 3 jul 2020, 09h55 - Publicado em 3 jul 2020, 09h23

O número de mortes na capital foi 40% maior em meio à pandemia do coronavírus quando comparado com o mesmo período do ano em 2019 e 2018. A análise foi feita por Paulo Lotufo, epidemiologista e professor da USP.

Ele diz que a análise do número total de mortes – e não apenas daquelas atribuídas diretamente à Covid-19 – consegue medir o “excesso de mortes”, revelando impactos maiores da pandemia.

Foram 20 852 mortes naturais (sem causas externas) entre março e junho de 2020. No mesmo período de 2019 e 2018, a média foi de 14 915. São 5 938 mortes a mais. Deste total, 76% foram oficialmente atribuídas ao novo coronavírus e 24% de outras causas.

Ao G1, o professor disse que a cidade de São Paulo apresenta números menos preocupantes quando comparados a outras cidades do país e do mundo.

“É muito importante fazermos uma comparação com Manaus, que teve um pico muito intenso. Houve um aumento rápido, uma magnitude elevada e uma proporção baixa de casos pela Covid-19. Quando nós olhamos são Paulo, o aumento foi constante, teve uma magnitude mais baixa e uma proporção alta de casos pela Covid. Isso mostra na cidade de são Paulo um padrão. Estamos menos piores do que vários lugares do mundo.”

Na última quarta (1), o secretário executivo do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo, João Gabbardo, afirmou que é possível ver uma estabilização do número de óbitos e casos registrados diariamente na capital paulista.

A partir de quinta (2), pessoas e estabelecimentos comerciais que desrespeitem o uso de máscaras passaram a ser multados. O acessório é uma das medidas de prevenção contra o coronavírus.

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