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Brasileiros e portugueses fazem manifestação contra xenofobia em Lisboa

Ato veio como resposta à provocação de alunos portugueses de faculdade, que ofereceram pedras para atirar em estudantes vindos do Brasil

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 2 Maio 2019, 17h34 - Publicado em 2 Maio 2019, 17h33

Ocorreu na manhã desta quinta-feira (2) uma manifestação contra a xenofobia na porta da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL). O ato foi uma resposta à provocação de um grupo de alunos portugueses, que ofereciam, no campus, pedras para atirar em estudantes vindos do Brasil.

Organizado por brasileiros, que se sentiram incomodados e atacados, o evento também teve a participação de locais sensibilizados com a causa. Joana Mortágua, deputada portuguesa afiliada ao Bloco de Esquerda, marcou presença.

Tudo começou quando, no ano passado, a seleção para mestrado na FDUL abriu antes do ano letivo da graduação terminar. Isso fez com que alguns portugueses só se inscrevessem na segunda oportunidade e, por consequência, tivessem acesso a menos vagas. Os brasileiros, recipientes de algumas das tais vagas, viraram alvo de reclamações dos colegas.

Passado o episódio, o embaixador do Brasil em Portugal, Luiz Alberto Figueiredo Machado, entrou em contato com a entidade para apurar o caso. Em carta resposta, o instituto afirmou que o condenável episódio foi obra de uma “tertúlia satírica” e trata-se de “humor desastrosamente concebido”.

Reprodução/Veja SP
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